terça-feira, 26 de junho de 2012

Borboletas x Lagartas

Hoje foi um dia muito difícil para mim.

Pela quarta vez vi os planos para minha vida mudarem em questão de minutos ou horas. Agora está assim e  daqui a pouco não está mais.

Hoje não vou escrever ironias ou fazer piadas de mim mesma pois meu coração está triste e a mim só resta desabafar. É um texto de chorumelas.

Quem é mãe sabe o que estou sentindo quando pensa na dor da separação de seus filhos. Seja por uma hora ou seja por um dia. Se você é mãe seu pensamento vai ficar dividido assim como seu coração. E isso não significa que você deixou de ser você mesma. Não... É como eu já disse aqui mesmo sobre as borboletas, elas são lagartas feias e, com alguns dias e um pouquinho de paciência... Tchã-ran Lá sei vai um lindo bichinho colorido, batendo suas asas, livre, ganhando o mundo, transformado.

Amanhã vou viver o dia que faz muitas mães chorarem, que é a volta ao trabalho. Você pode me dizer que  milhares de pessoas no mundo deixam seus filhos aos cuidados de outros para conquistar o pão de cada dia. Eu concordo.

Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo são criadas assim (eu fui uma delas), não morreram,  não viraram marginais e são muito felizes. Eu concordo.

Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo ainda passarão por isso e a vida vai seguindo assim. Eu concordo.

Você pode me dizer que vai passar. Eu concordo.

Sei que meu bebezinho terá o melhor cuidado que poderia haver no mundo depois do meu, que é o das avozinhas. Sei que ele vai ficar feliz, bem alimentado, vai sociabilizar e mais um monte de coisas legais. Não tenho dúvida disso. Porém o que me entristece começa com uma simples continha de matemática, veja só: Se meu bebezinho gosta de dormir em média de 10 a 11 horas por noite (período esse que eu também estou dormindo ou cuidando de assuntos "do lar", convenhamos), se eu vou ficar em média 11 horas distante somando tempo de trajeto e horário de trabalho, sobram quantas horas para que eu possa cuidar, brincar, educar, dar bronca, alimentar, ninar, ver o desenvolvimento e fazer mais um monte de coisas com o bebezote ? É fácil essa conta não é ? E é essa conta simples que me estranha. Me estranha saber por outra pessoa que ele deu seus primeiros passos. Me estranha saber por outra pessoa que ele falou suas primeiras palavras. Me estranha saber que os papéis estão invertidos e que agora eu fico com ele o tempo que uma pessoa que nos visita ficaria. Me estranha saber que meus finais de semana serão a principal parte da nossa história por enquanto.

Confio muito que Deus e sei que Ele olha nosso coração e que guia nossa vida quando entregamos à Ele nossas vontades e nossos planos. Ele me diz que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Então, mesmo muito jururuzinha eu vejo coisas positivas nisso tudo. A primeira é que só Deus pode ver meu futuro e saber que essa minha volta ao trabalho, da forma que está acontecendo, será o melhor para minha família agora e que num futuro próximo ou distante, não sei, mas isso será de grande valor. Outra coisa é poder nesse momento ouvir palavras tão sábias e de acalento vindas do meu marido, do meu pai, da minha mãe, da minha sogra, de amigos muito próximos... Saber que as pessoas estão com o coração junto ao meu traz muito conforto.

Tudo tem seu tempo de maturação. Minha nova realidade, logo estará maturada em minha mente. Vou me dar o direito de chorar essa tristezinha agora mas sei que daqui um, dois, sete dias ela se transformará numa sensação de conformidade e aceitação disso tudo. Não sou de me trancar no quarto e achar que o mundo acabou. De jeito nenhum. Vou lavar meu coração agora o quanto precisar e então desempenharei meu papel como profissional da melhor maneira possível, já que Deus está me dizendo: filhinha ainda não é a hora, aguenta mais um pouco que eu estou te preparando algo especial.

Sei que vai ter um momento que o meu desejo agora frustrado de poder dedicar mais tempo à minha família acontecerá. De cuidar dos meus meninos, do meu menino grande que está bravamente enfrentando tudo o que compõe essa ópera junto comigo e do pequeno que só precisa realmente que cuidemos dele, e quero ter mais tempo de cuidar deles como realmente cada um merece. E cuidar de mim.

Daqui a pouco passa esse mal estar e sei que vou sair transformada disso tudo em algum ponto da minha personalidade, do meu caráter e principamente da minha fé no meu Deus que cuida tão bem de mim e que me ama tanto a ponto de me permitir ver nitidamente que Ele está guiando minha história. E sei que vou sair transformada desse episódio para muito melhor.

E hoje, depois de ficar com o coração apertado ganhei uma caneca de Deus! É... como um mimo para ajudar a me animar. Da mesma forma que uma mãe e um pai trazem um presentinho pro filho que machucou a perna na rua ou que tomou injeção. Entrei, sei lá porquê, numa loja que não ia entrar e vi uma linha de canequinhas e pratinhos infantis com o tema do Pequeno Príncipe e logo me lembrei do meu bebezinho que é o meu pequeno príncipe. Comecei a olhar com interesse pensando em qual daqueles objetos eu poderia levar pro meu principezinho sem o risco de quebrar já que nada era de plástico. Aí que me deparei com uma frase numa canecona bem grande que, ao meu ver, não é necessariamente de uso infanto-juvenil.




"É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas".
(Antoine de Saint-Exupéry)


Precisa de moral da história ?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Espelho, espelho meu...

Todas as mulheres (e muito homens, viu?) travam uma luta crônica com aquele objeto que fica bem grandão no seu quarto denunciando todas as pizzas, macarronadas, chocolates e hambúrgueres que você come. Sim, é ele mesmo: o espelho.

Confesso que acredito piamente que toda essa neura com peso não é resultado de uma preocupação com a saúde, essa vem em segundo lugar, mas de uma preocupação com a estética e beleza exterior que a cada dia cresce freneticamente ganhando espaço no pensamento da maior parte da população. Como esse é um blog sobre "eu mamãe sim", nem vou comentar nenhuma das ´minhas psicoses sobre "eu modelo de catálogo de biquíni".

Eu nunca fui gorda. Mas também nunca fui magra. Algumas vezes fiquei com o peso um pouquinho acima do meu costume, outras fiquei um pouquinho abaixo. Nunca fui referência na rodinha por conta do peso, do tipo : "Pega a bolsa do lado daquela magrela!" ou "Tem lugar vago perto daquela gordinha". Certamente fui referência de outras coisas, mas isso deve fazer parte das psicoses sobre "eu modelo de catálogo da SPFW".

O fato é que, quando engravidei já fiquei com outra neura que pode fazer parte desse blog, que é a "eu gravidinha que só engorda 9 kg" Hahahahahaha !!! Piada né ?? Infelizmente não fiz parte desse grupo. Eu sempre achei lindo gravidinhas magrelas somente com o baita barrigão e fiquei muito próximo disso. Amei essa parte porém, ao final das 39 semanas, lá estava eu redonda e inchada com 15 kg a mais do que aqueles pouquinhos que eu tinha. Mas espera aí, ainda não havia desanimado totalmente porque ouvi a vida inteira uma máxima das lactantes: Amamentar emagrece. Isso me enchia de felicidade e eu rodopiava de ânimo pensando que dentro em breve eu seria como a Gisele Bündchen de tanto amamentar!

Pra mim era muito natural que a criança deve ser amamentada com leite materno exclusivamente até os seis meses. Ok, primeiro item da lista confere. Assim que cheguei em casa com o pequeno me convenci que esse negócio de controlar horário de mamada é papo furado e que o legal é fazer livre demanda. Ok, segundo item da lista confere. Acordava feliz porém cansada, dando mamá todo o tempo e nos primeiros 10 dias perdi 13 kg. Ok, terceiro item da lista... confere ?? Já imaginei que, sendo dessa forma, logo eu teria perdido de 80 a 100 kg só amamentando ! Que sonho de consumo não ?? Deveriam implantar aulas de amamentação nas academias, ia ter muito sucesso !!!

Pensei: legal, mais uns dias e serei magra como nunca !!! E dias foram, e dias vieram e... CADÊ VOCÊ MAGREZA ?? E a parte que eu piro é ver minhas amigas e primas que emagreceram muito mais do que o peso que ganharam na gestação (e dá vontade de esfregar o nariz delas num pudim de nutella) quando elas me dizem: Oh, o que eu faço ? Estou muito magra !! Sou a miss Etiópia !! Eu digo: Tá reclamando do quê minha filhaaaa ??

E aí... caí do cavalinho ! Odeio academia. Dieta eu até encaro, mas academia é o fim pra mim. E agora que eu encarnei a super mamãe dona de casa que sempre faz comida, e deixa a casa arrumada (tenta pelo menos) e passa roupa madrugada a fora... Onde vou arranjar energia pra academia se antes já não tinha nem pra descer o elevador e buscar a pizza ?

A novidade do momento é que, junto aos dois quilinhos que sobraram da gestação, chegou mais um !!! Ebaaa !!!!! Quantas séries de mamá eu tenho que fazer pra ser parte da estatística que amamentar emagrece ? Será que tenho que fazer 3 de 15 ??

Não, não são todas que viram Olívia Palito quando amamentam. Elas viram outros personagens como a Fiona ou a Glória do Madagascar (se você não sabe quem é essa então procura no Google Imagens que vai ser hilário). Descobri às duras penas. E esses dias chorando minhas lamúrias pra uma nutricionista ela me tranquilizou dizendo que praticamente todas as mulheres acumulam uma média de 2 kg por filho !!!! OMG!!!!!

Último item da lista: Ok, já manjei que nadica no universo me fará suuuuuper magra! Nem filhos !

E sorte sua minha amiga, que faz parte do grupo que vai comer meu pudim de nutella... hmmmmm

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Conversinha de bebê

Você já viu bebês conversando ? Eu já ! E entendi tudinho o que eles falavam na linguinha dos nenês.

Dá uma olhada. Rsrsrs



Esse dia foi uma bagunça gostosa em casa! Na foto estão o Robertinho, meu Luís Gabriel, a Belinha e a Maria. Ainda faltou um bebezinho que estava dormindo na hora da foto, o João Miguel.

Com tanto nenês juntos dá vontade de fazer uma piscininha com eles e ficar lá dentro ! Claro, é pra quem gosta ... hehehehe

Agora é juntar todos eles de novo e aguardar as cenas dos próximos capítulos.