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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Minha Gestação IV
A médica então chegou, me examinou e a bolsa não tinha estourado ainda e ela me disse que o nenê não estava na posição de encaixe de costume... Enfim, nessa hora ela sugeriu a analgesia, que foi feita, e então estouramos a bolsa mecanicamente. E saiu aquela aguaceira cheia de mecônio, bem escurinha. Ela disse que ainda assim o nenê não estava encaixado para começarmos a fazer força e que devido também à quantidade de mecônio teríamos que realizar uma cesárea. OMG !!! Tudo o que eu não queria .... E o medo de insistir e dar uma zica ??? O que você faria ?? Eu aceitei, oras ...
Aí foi rapidinho. Puxa pano daqui e dali, corta daqui e dali, empurra daqui e dali e às 08:24h do dia 05/12 eu ouvi dois chorinhos: do meu bebê pela primeira vez do lado de fora da barriga e do meu marido que não saíra do meu lado um minutinho e que, assim como eu, naquela hora já não se aguentava mais de emoção !
Esse é um momento especialmente mágico... Incrível como não esqueço do cheirinho do nenê quando ele nasceu... Da sua carinha ainda meio azulada, seu cabelinho todo engruvinhadinho, um monte de bochecha.
Mais impagável do que isso é ver que o nenê está aos berros e quando você fala: "Oi meu amor, é a mamãe, tudo bem ?" ele fica em silêncio na hora... Bem quietinho virando a cabeça pra achar de onde vem a sua voz... Isso não tem preço, não dá pra retratar e nem descrever com palavras. É algo extraordinário. É divino. É a certeza de que isso tudo é tão maravilhoso que só pode ter sido ideia de Deus mesmo, nos deixar viver momentos tão sublimes.
Depois disso o bebê foi pro seu primeiro banho dado pelo meu marido, eu tive uma pequena reação alérgica à medicação e fiquei em observação por um tempinho antes de ir para o quarto com o meu pequenino.
Outra coisa muuuito gostosa foi ver o pessoal presente na maternidade, mesmo tão cedinho. Meus pais e meu irmão, minha sogra, meus cunhados e sobrinhos, meus dois amigos que estiveram à noite em casa mal cochilaram e já estavam bem cedinho na maternidade acompanhando o primeiro banho do bebê. E ao longo do dia um monte de amigos, visitas deliciosas e carinhosas e até um amiguinho do meu bebê que nasceria 5 dias depois. E meu bebezinho recém saído da barriga conhecia ali seu primeiro amiguinho prestes a sair da barriga. rsrs
Tudo nesses momentos mágicos não tem preço. Não tem preço pegar o pequeno. E eu que não havia segurado um bebê recém nascido durante toda a minha vida (com exceção da Isa, quinze dias antes) parecia que era mestre na arte de segurar nenezinhos, de amamentar, de cuidar, de embalar, de esmagar de tanto dar beijinhos.
Como Deus é perfeito... Ele traz à tona em você habilidades e instintos de mãe instantaneamente. Coisas que você só vê na sua mãe e pensa que jamais vai conseguir ter algo parecido. E, de repente, está você ali, experimentando ser mamãe com muita graça e leveza. Dá pra ver a perfeição de Deus naquela criaturinha pequena e indefesa sabendo já qual é a sua principal atividade: mamar. E abrindo direitinho aquela mini boquinha, com os mini dedinhos... É im-pá-gá-vel. Eu agradeço a Deus todos os dias por ter tido essa oportunidade tão preciosa de me tornar mãe desta forma.
E naquele dia é bem verdade que nasceu um bebê e com ele uma mamãe e um papai. Todo o mundo novo, toda explosão de sentimentos, toda a montanha-russa de pensamentos, toda a inter dependência que existe entre nenê e mamãe é algo que por mais que passem as décadas, não dá pra apagar do coração e da mente. São lembranças constantemente vivas dentro da gente.
E outra coisa interessante é que me lembro do meu trabalho de parto com muita saudade. As dores da contração não são o foco, elas são secundárias naquele momento. E acho que sinto tanta saudade porque gostaria muito de ter ido até o fim conforme o protocolo da natureza. Não me sinto culpada, mas ainda hoje resta um pouquinho de frustração por ter vivido uma situação adversa que não contribuiu para o meu parto normal. Claro que fico muitíssimo feliz por ter dado tudo certo comigo e com o bebezinho. Por ele não ter aspirado nem engolido o líquido com mecônio, por tudo ter sido feito dentro do tempo da natureza ainda assim. E penso também que se um dia eu me arriscar nessa aventura de novo que vou idealizar da mesma forma, mas agora serei bem sabida no assunto de contrações e o mundo ficará menos dolorido ! rsrs
Ah, que dia especial... Todas nós temos histórias diferentes e, não importa como aconteceu a maternidade na sua vida, todas são especiais. Separe um tempinho para relembrar esses momentos tão lindos e vindos de Deus você que já os viveu e você, que pelo motivo que seja não tenha vivido essa experiência, eu te convido a, quem sabe, ler um pouquinho mais desses textos melosos de uma mamãe ainda deslumbrada e conhecer um pouquinho mais desse mundo estranho e adorável.
Hoje não consigo mais pensar em história nenhuma sobre a minha gestação para começar a escrever o capítulo V pois estou aqui inspiradamente suspirando por viver tanto amor dentro de um lar só.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo
É muito boa a ideia de que podemos recomeçar, de que temos novas chances, novas oportunidades, páginas em branco pra escrevermos os próximos 365 (agora 363) dias como bem entendermos.
Fazer o balanço do que passou, tentar fazer com que todas as experiências sejam construtivas, sentir saudades de alguns momentos e comemorar por alguns outros que já estão somente na memória, acho que tudo isso é saudável e nos faz crescer como seres humanos.
Certamente nesse novo ano teremos muitas coisas novas, outras repetidas, acertos novos, outros já conhecidos, alguns tropeços novos, outros já familiares e assim a vida vai e os ciclos se completando.
E sou muito grata ao meus Deus por ter de dado a oportunidade de viver tantas coisas boas ou não, mas que me fizerem crescer e me tornaram a pessoa de hoje. Sou grata à Ele pela família e amigos, pelas coisas que tenho, pelas faculdades mentais que Ele me dá e porque sei que, mesmo que muitas vezes tenha me sentido triste e sentindo um frio no coração, Ele estava e está cuidando de tudo para mim e tem me preparado algo surpreendente que agora não posso ainda enxergar. Mas sou grata imensamente à Ele.
Mas hoje vou ser breve, como tenho sido ultimamente. E para ficar por aqui, desejo que Deus encha nossas vidas do Seu precioso amor, nos capacite para sermos melhores para Ele, para nós mesmos, para nossos filhos, para nossos cônjuges ou namorados, para nossos pais, para nossos irmãos para nossos amigos, para as pessoas que somente cruzarem nosso caminho. Desejo que seja um ano de muitas vitórias, mesmo que elas tenham que vir á base de muito suor e luta. Não desejo dissabores, mas sei que alguns virão, então desejo que tenhamos serenidade e paciência para vencer cada um deles. Desejo risos, desejo beijos, desejo abraços, desejo aconchegos, desejo cafunés, desejo piscadelas, desejo telefonemas de amigos e familiares, desejo torpedos de fofocas, desejo uma vida social-virtual menos novela das oito e mais vida real, desejo presentes, desejo saúde, desejo inteligência, desejo sabedoria, desejo paciência, desejo mais paciência. Desejo um dinheirinho também. Desejo bom humor e desejo paciência. Desejo transformação. Desejo FÉ E PERSEVERANÇA.
Fazer o balanço do que passou, tentar fazer com que todas as experiências sejam construtivas, sentir saudades de alguns momentos e comemorar por alguns outros que já estão somente na memória, acho que tudo isso é saudável e nos faz crescer como seres humanos.
Certamente nesse novo ano teremos muitas coisas novas, outras repetidas, acertos novos, outros já conhecidos, alguns tropeços novos, outros já familiares e assim a vida vai e os ciclos se completando.
E sou muito grata ao meus Deus por ter de dado a oportunidade de viver tantas coisas boas ou não, mas que me fizerem crescer e me tornaram a pessoa de hoje. Sou grata à Ele pela família e amigos, pelas coisas que tenho, pelas faculdades mentais que Ele me dá e porque sei que, mesmo que muitas vezes tenha me sentido triste e sentindo um frio no coração, Ele estava e está cuidando de tudo para mim e tem me preparado algo surpreendente que agora não posso ainda enxergar. Mas sou grata imensamente à Ele.
Mas hoje vou ser breve, como tenho sido ultimamente. E para ficar por aqui, desejo que Deus encha nossas vidas do Seu precioso amor, nos capacite para sermos melhores para Ele, para nós mesmos, para nossos filhos, para nossos cônjuges ou namorados, para nossos pais, para nossos irmãos para nossos amigos, para as pessoas que somente cruzarem nosso caminho. Desejo que seja um ano de muitas vitórias, mesmo que elas tenham que vir á base de muito suor e luta. Não desejo dissabores, mas sei que alguns virão, então desejo que tenhamos serenidade e paciência para vencer cada um deles. Desejo risos, desejo beijos, desejo abraços, desejo aconchegos, desejo cafunés, desejo piscadelas, desejo telefonemas de amigos e familiares, desejo torpedos de fofocas, desejo uma vida social-virtual menos novela das oito e mais vida real, desejo presentes, desejo saúde, desejo inteligência, desejo sabedoria, desejo paciência, desejo mais paciência. Desejo um dinheirinho também. Desejo bom humor e desejo paciência. Desejo transformação. Desejo FÉ E PERSEVERANÇA.
FELIZ 2013 !!!
FELIZ VIDA !!!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Borboletas x Lagartas
Hoje foi um dia muito difícil para mim.
Pela quarta vez vi os planos para minha vida mudarem em questão de minutos ou horas. Agora está assim e daqui a pouco não está mais.
Hoje não vou escrever ironias ou fazer piadas de mim mesma pois meu coração está triste e a mim só resta desabafar. É um texto de chorumelas.
Quem é mãe sabe o que estou sentindo quando pensa na dor da separação de seus filhos. Seja por uma hora ou seja por um dia. Se você é mãe seu pensamento vai ficar dividido assim como seu coração. E isso não significa que você deixou de ser você mesma. Não... É como eu já disse aqui mesmo sobre as borboletas, elas são lagartas feias e, com alguns dias e um pouquinho de paciência... Tchã-ran Lá sei vai um lindo bichinho colorido, batendo suas asas, livre, ganhando o mundo, transformado.
Amanhã vou viver o dia que faz muitas mães chorarem, que é a volta ao trabalho. Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo deixam seus filhos aos cuidados de outros para conquistar o pão de cada dia. Eu concordo.
Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo são criadas assim (eu fui uma delas), não morreram, não viraram marginais e são muito felizes. Eu concordo.
Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo ainda passarão por isso e a vida vai seguindo assim. Eu concordo.
Você pode me dizer que vai passar. Eu concordo.
Sei que meu bebezinho terá o melhor cuidado que poderia haver no mundo depois do meu, que é o das avozinhas. Sei que ele vai ficar feliz, bem alimentado, vai sociabilizar e mais um monte de coisas legais. Não tenho dúvida disso. Porém o que me entristece começa com uma simples continha de matemática, veja só: Se meu bebezinho gosta de dormir em média de 10 a 11 horas por noite (período esse que eu também estou dormindo ou cuidando de assuntos "do lar", convenhamos), se eu vou ficar em média 11 horas distante somando tempo de trajeto e horário de trabalho, sobram quantas horas para que eu possa cuidar, brincar, educar, dar bronca, alimentar, ninar, ver o desenvolvimento e fazer mais um monte de coisas com o bebezote ? É fácil essa conta não é ? E é essa conta simples que me estranha. Me estranha saber por outra pessoa que ele deu seus primeiros passos. Me estranha saber por outra pessoa que ele falou suas primeiras palavras. Me estranha saber que os papéis estão invertidos e que agora eu fico com ele o tempo que uma pessoa que nos visita ficaria. Me estranha saber que meus finais de semana serão a principal parte da nossa história por enquanto.
Confio muito que Deus e sei que Ele olha nosso coração e que guia nossa vida quando entregamos à Ele nossas vontades e nossos planos. Ele me diz que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Então, mesmo muito jururuzinha eu vejo coisas positivas nisso tudo. A primeira é que só Deus pode ver meu futuro e saber que essa minha volta ao trabalho, da forma que está acontecendo, será o melhor para minha família agora e que num futuro próximo ou distante, não sei, mas isso será de grande valor. Outra coisa é poder nesse momento ouvir palavras tão sábias e de acalento vindas do meu marido, do meu pai, da minha mãe, da minha sogra, de amigos muito próximos... Saber que as pessoas estão com o coração junto ao meu traz muito conforto.
Tudo tem seu tempo de maturação. Minha nova realidade, logo estará maturada em minha mente. Vou me dar o direito de chorar essa tristezinha agora mas sei que daqui um, dois, sete dias ela se transformará numa sensação de conformidade e aceitação disso tudo. Não sou de me trancar no quarto e achar que o mundo acabou. De jeito nenhum. Vou lavar meu coração agora o quanto precisar e então desempenharei meu papel como profissional da melhor maneira possível, já que Deus está me dizendo: filhinha ainda não é a hora, aguenta mais um pouco que eu estou te preparando algo especial.
Sei que vai ter um momento que o meu desejo agora frustrado de poder dedicar mais tempo à minha família acontecerá. De cuidar dos meus meninos, do meu menino grande que está bravamente enfrentando tudo o que compõe essa ópera junto comigo e do pequeno que só precisa realmente que cuidemos dele, e quero ter mais tempo de cuidar deles como realmente cada um merece. E cuidar de mim.
Daqui a pouco passa esse mal estar e sei que vou sair transformada disso tudo em algum ponto da minha personalidade, do meu caráter e principamente da minha fé no meu Deus que cuida tão bem de mim e que me ama tanto a ponto de me permitir ver nitidamente que Ele está guiando minha história. E sei que vou sair transformada desse episódio para muito melhor.
E hoje, depois de ficar com o coração apertado ganhei uma caneca de Deus! É... como um mimo para ajudar a me animar. Da mesma forma que uma mãe e um pai trazem um presentinho pro filho que machucou a perna na rua ou que tomou injeção. Entrei, sei lá porquê, numa loja que não ia entrar e vi uma linha de canequinhas e pratinhos infantis com o tema do Pequeno Príncipe e logo me lembrei do meu bebezinho que é o meu pequeno príncipe. Comecei a olhar com interesse pensando em qual daqueles objetos eu poderia levar pro meu principezinho sem o risco de quebrar já que nada era de plástico. Aí que me deparei com uma frase numa canecona bem grande que, ao meu ver, não é necessariamente de uso infanto-juvenil.
(Antoine de Saint-Exupéry)
Pela quarta vez vi os planos para minha vida mudarem em questão de minutos ou horas. Agora está assim e daqui a pouco não está mais.
Hoje não vou escrever ironias ou fazer piadas de mim mesma pois meu coração está triste e a mim só resta desabafar. É um texto de chorumelas.
Quem é mãe sabe o que estou sentindo quando pensa na dor da separação de seus filhos. Seja por uma hora ou seja por um dia. Se você é mãe seu pensamento vai ficar dividido assim como seu coração. E isso não significa que você deixou de ser você mesma. Não... É como eu já disse aqui mesmo sobre as borboletas, elas são lagartas feias e, com alguns dias e um pouquinho de paciência... Tchã-ran Lá sei vai um lindo bichinho colorido, batendo suas asas, livre, ganhando o mundo, transformado.
Amanhã vou viver o dia que faz muitas mães chorarem, que é a volta ao trabalho. Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo deixam seus filhos aos cuidados de outros para conquistar o pão de cada dia. Eu concordo.
Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo são criadas assim (eu fui uma delas), não morreram, não viraram marginais e são muito felizes. Eu concordo.
Você pode me dizer que milhares de pessoas no mundo ainda passarão por isso e a vida vai seguindo assim. Eu concordo.
Você pode me dizer que vai passar. Eu concordo.
Sei que meu bebezinho terá o melhor cuidado que poderia haver no mundo depois do meu, que é o das avozinhas. Sei que ele vai ficar feliz, bem alimentado, vai sociabilizar e mais um monte de coisas legais. Não tenho dúvida disso. Porém o que me entristece começa com uma simples continha de matemática, veja só: Se meu bebezinho gosta de dormir em média de 10 a 11 horas por noite (período esse que eu também estou dormindo ou cuidando de assuntos "do lar", convenhamos), se eu vou ficar em média 11 horas distante somando tempo de trajeto e horário de trabalho, sobram quantas horas para que eu possa cuidar, brincar, educar, dar bronca, alimentar, ninar, ver o desenvolvimento e fazer mais um monte de coisas com o bebezote ? É fácil essa conta não é ? E é essa conta simples que me estranha. Me estranha saber por outra pessoa que ele deu seus primeiros passos. Me estranha saber por outra pessoa que ele falou suas primeiras palavras. Me estranha saber que os papéis estão invertidos e que agora eu fico com ele o tempo que uma pessoa que nos visita ficaria. Me estranha saber que meus finais de semana serão a principal parte da nossa história por enquanto.
Confio muito que Deus e sei que Ele olha nosso coração e que guia nossa vida quando entregamos à Ele nossas vontades e nossos planos. Ele me diz que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Então, mesmo muito jururuzinha eu vejo coisas positivas nisso tudo. A primeira é que só Deus pode ver meu futuro e saber que essa minha volta ao trabalho, da forma que está acontecendo, será o melhor para minha família agora e que num futuro próximo ou distante, não sei, mas isso será de grande valor. Outra coisa é poder nesse momento ouvir palavras tão sábias e de acalento vindas do meu marido, do meu pai, da minha mãe, da minha sogra, de amigos muito próximos... Saber que as pessoas estão com o coração junto ao meu traz muito conforto.
Tudo tem seu tempo de maturação. Minha nova realidade, logo estará maturada em minha mente. Vou me dar o direito de chorar essa tristezinha agora mas sei que daqui um, dois, sete dias ela se transformará numa sensação de conformidade e aceitação disso tudo. Não sou de me trancar no quarto e achar que o mundo acabou. De jeito nenhum. Vou lavar meu coração agora o quanto precisar e então desempenharei meu papel como profissional da melhor maneira possível, já que Deus está me dizendo: filhinha ainda não é a hora, aguenta mais um pouco que eu estou te preparando algo especial.
Sei que vai ter um momento que o meu desejo agora frustrado de poder dedicar mais tempo à minha família acontecerá. De cuidar dos meus meninos, do meu menino grande que está bravamente enfrentando tudo o que compõe essa ópera junto comigo e do pequeno que só precisa realmente que cuidemos dele, e quero ter mais tempo de cuidar deles como realmente cada um merece. E cuidar de mim.
Daqui a pouco passa esse mal estar e sei que vou sair transformada disso tudo em algum ponto da minha personalidade, do meu caráter e principamente da minha fé no meu Deus que cuida tão bem de mim e que me ama tanto a ponto de me permitir ver nitidamente que Ele está guiando minha história. E sei que vou sair transformada desse episódio para muito melhor.
E hoje, depois de ficar com o coração apertado ganhei uma caneca de Deus! É... como um mimo para ajudar a me animar. Da mesma forma que uma mãe e um pai trazem um presentinho pro filho que machucou a perna na rua ou que tomou injeção. Entrei, sei lá porquê, numa loja que não ia entrar e vi uma linha de canequinhas e pratinhos infantis com o tema do Pequeno Príncipe e logo me lembrei do meu bebezinho que é o meu pequeno príncipe. Comecei a olhar com interesse pensando em qual daqueles objetos eu poderia levar pro meu principezinho sem o risco de quebrar já que nada era de plástico. Aí que me deparei com uma frase numa canecona bem grande que, ao meu ver, não é necessariamente de uso infanto-juvenil.
Precisa de moral da história ?
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Minha história de criar com apego (Attachment Parenting)
Hoje posso dizer com certeza que o bichinho com o qual mais tenho me assemelhado é a borboleta. Acho que é o bichinho que mais traduz a beleza da transformação que o ser humano vive diariamente. E muita gente acha que é vergonhoso mudar seu pensamento hoje ou amanhã. Princípios e valores morais não devem ser alterados mesmo, mas nossa vida é repleta de pequenas decisões todos os dias que podem direcionar nosso futuro para aqui ou ali e eu me sinto muito feliz em dizer que eu mudo todos os dias buscando melhorar e criar um ambiente melhor ao meu redor.
Todos nós trazemos referências de pater/maternidade de nossa infância e de algumas construções à partir do convívio em sociedade. Antes de ser mãe de fato, a mãe que eu idealizava em mim era muito diferente. Era cheia de regras, regras duras, de limites, de espaços bem definidos de onde pisar. Como se fosse uma fórmula mágica !
Hoje eu só posso dizer: rá, rá, rá.... Aquele primeiro chorinho na maternidade já veio me "quebrando as pernas" e quase tudo aconteceu de um jeito que eu nem imaginava ! Quase tudo mesmo !!
Ainda me lembro, com muito arrependimento que, quando chegamos em casa já fui logo tentando treinar meu recém nascido de 5 dias a dormir sozinho, a não chorar fazendo manha, a não ficar muito no colo pra não mau acostumar, a mamar nos horários certos... Parece ridículo, não é ? Como uma criancinha de 5 dias fora da barriga vai entender tudo isso ? Ela não tá nem conseguindo entender o que está acontecendo pois, onde está aquele lugar quentinho e quietinho ? Por que eu consigo me esticar todo? Por que eu sinto frio e calor (quando será que ele vai aprender o que é frio e calor)? Existe uma avalanche de adaptações para esse mini ser humano em novas terras e eu preocupada com o horário de Brasília, é isso ?
Graças à Deus que toca o nosso coração na medida e hora certa. Como diz uma prima: A melhor apostila da mãe é a do coração. Aliado isso à quantidade de informações que hoje temos, a lagartinha começou a querer criar asas mais uma vez.
Comecei a perceber que, se meu pequeno bebezinho chora, é porque ele não está entendendo nada coitado ! Ele não sabe dizer: Ô dona, você que me guardava aí na sua barriga, façavor de me explica o que que é isso aqui ? Ele só sabe verbalizar chorando... você já tentou dizer algo à alguém que não quer te ouvir, seja no trabalho ou na família ? É horrível... E por que eu deveria submeter essa criaturinha indefesa a isso ?
Se eu já senti medo começando num trabalho novo e fiquei feliz em encontrar alguém conhecido, o que dirá meu bebezinho que está em um "país" totalmente diferente do que ele conhecia e que só conhece a mim e ao papai. Eu não devo então acalentá-lo ?
E outra, bebezinho chora... qual é o problema nisso, se não for um choro patológico?
Sempre quis muito manter amamentação exclusiva até os seis meses completos. E aprendi que a livre demanda é deixar o bebê sempre satisfeito e feliz. Muitos estudos mostram que, além dos benefícios físicos (nutrientes adequados, imunidade) a amamentação traz imensos benefícios emocionais e psíquicos. Ainda estamos no meio do caminho aqui e, por diversas razões, provavelmente eu terei que fazer a introdução de alimentos um pouco antes dos seis meses porém, estou decidida a viver a amamentação prolongada com o meu pequeno até o momento que julgarmos benéfico para os dois. Também sabemos que a amamentação prolongada continua dando imunidade à criança, que ela tem através do leite materno um alto percentual dos nutrientes necessários em sua dieta diária e é um contato que somente fortalecerá o vínculo e a certeza que a criança tem de que é cuidada e amada. Acho incômodo a facilidade que o mundo hoje ainda tem em não enxergar isso e desrespeitar quem zela por sua criança desse modo.
Descobri como é delicioso acordar ao lado do meu bebezinho e melhor ainda, é agora ser acordada por ele, com aqueles dedinhos gordinhos tentando abrir meus olhos pela manhã e me dando um baita sorriso com seus "dentinhos de gengiva" quando eu ainda estou bêbada de sono e só abri o olho um pouquinho. No começo estávamos muito rígidos quanto à esse compartilhamento de cama, mas hoje meu marido tem o maior prazer de aconchegar nosso bebezinho conosco. Meu pequeno já é bem espaçosinho e, quando "vamos mamar" deitados ele gosta de colocar suas pernas em cima das minhas e segurar minha mão. Quando estamos todos juntos, meu marido pode participar ativamente deste momento segurando as mãos do bebê e deixando que o pequeno apoie suas perninhas nele. Nada é mais delicioso !
Abracei com muita vontade também o uso do sling ! Assim nós podemos passear pra lá e pra cá com o meu pequeno sempre feliz e seguro perto da mamãe e até o papai se arrisca.
Também sou muito a favor do desenvolvimento da criança à partir da real interação dela com o mundo. Faço todo o possível pra entretê-lo com brincadeiras e brinquedos. Acho que a televisão ainda pode esperar e não acredito que o poder de qualquer ave com pequenas manchas no corpo seja maior do que o poder de uma mãe e um pai interagindo e auxiliando seu bebezinho a desenvolver-se. Tudo tem seu tempo.
Aqui em casa tem muitos sorrisos, abraços, beijinhos e, se precisamos falar sério, falamos com muito amor na voz e no olhar. Tem muitas brincadeiras, musiquinhas ao vivo, historinhas e oraçãozinha com o bebê. Ouço muito e vou repetir aqui: ninguém fica mimado, malcriado ou mau caráter por ter bastante amor !
Todas minhas atitudes, assim como todas as boas mães, são visando uma criação cheia de amor, onde consigamos ensinar respeito, hierarquia e disciplina em um lar com muito amor, cuidado, atenção e respeito ao bebê e suas necessidades que para nós são tão pequenininhas mas, para ele, é tudo o que há de conhecido.
Hoje eu sei falar um pouco de bebezinhos. Bebezinhos bem pequenos. E, como eu gosto de enfatizar, cada um tem o direito de acreditar e praticar aquilo que mais combina com seu modo de vida. Não sei como será com a próxima fase da infância do meu filho, mas eu espero continuar aprendendo, inovando o que há em mim no intuito de fazer o melhor por ele. Borboletas sempre são mais bonitas e mais úteis que lagartas. Amanhã pode ser que uma nova borboleta queira nascer.
E se você quer saber e ver mais sobre Criar com Apego, pode fazer uma busca rápida na internet e vai achar muita coisa legal. Inclusive no http://www.cientistaqueviroumae.com.br/ que foi quem organizou na data de hoje a blogagem coletiva sobre o tema. O que eu escrevi hoje é apenas um pouquinho do universo que bate à nossa porta e à porta dessa nova geraçãozinha que vem chegando por aqui.
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sábado, 5 de maio de 2012
Grata
Apesar de eu ter escrito que esse blog é desde o resultado
positivo, vou ter que retroceder um pouco pra história não ficar sem sentido !
Oras, toda regra tem sua exceção não é ?
Pois bem, muitas de nós desejam filhos e eu estou no grupo que não só desejou mas planejou esse momento e aí se é
que se vive uma angústia de dar nó no coração e parece que aquele dia não vai
chegar nunca !!
Tanto é que eu cheguei a chorar dizendo que todo mundo
engravidava menos eu. Detalhe: 1 – Eu já estava grávida e não sabia 2 – Eu estava
na terceira tentativa apenas 3 – Outro dia detalho essa história.
E, no meio de tanta ansiedade eu só conseguia aliviar meu
coração confiando em Deus. Eu confio muito em Deus e na minha vida Ele é um
Deus vivo e real, que me ouve, me responde, me ama, me entende e cuida
muitíssimo bem de mim fazendo coisas muito maiores e melhores do que eu possa
imaginar. Sei que muitas pessoas não têm essa crença e eu respeito. Porém para
mim essa é a diferença da minha vida.
E passei muitos dias conversando em pensamento e oração com meu
Deus, pedindo aquele bebezinho quando, de repente, chegou o grande dia! Ver escrito POSITIVO
naquele exame me fez estremecer e querer pular ao mesmo tempo. Mesmo em um
local onde eu não tinha tanta privacidade eu corri pra um cantinho e, de
joelhos agradeci aquela benção ! Naquela hora eu só sabia elevar as mãos aos
céus e deixar que as lágrimas escorressem, pois eu estava muito feliz !
E gestação aquela coisa que a gente já sabe... Ansiedade em
cima de ansiedade. E faz ultrassom e passa a mão na barriga, e perde roupa e
compra roupa, e cresce barriga e cresce tudo até que chega seu rebento! Que
delícia ! É um cheirinho e um chorinho que você nunca mais esquece! Que presente!
Não me canso de agradecer. Nos primeiros dias aquelas
preocupações todas com banho, umibiguinho, pomadinha, roupinha, olha o vento,
tá todo molinho... Quanta coisa ! E assim que foi possível, lá estava eu
levando meu precioso menino para agradecer à Deus por nossa família ter
aumentado !
Esse foi um momento muito emocionante. Eu era muito durona
antes da gestação. Quando fiquei grávida emocionalmente, antes mesmo de
engravidar fisicamente, já virei manteiga derretida e toda a gestação foi
acompanhada de uns bons choros sem motivo assim como toda boa grávida ! Enfim,
foi muito emocionante dizer pra Deus: Aqui está Senhor o presente que me deste
e que vou cuidar com todo o zelo. E enquanto cantávamos uma música que fazia
parte da adoração meu coração acelerou, mais uma vez as danadinhas das lágrimas apareceram e fiquei muito grata por estar vivendo estes dias tão belos.
E aqui vai a letra da música, pra que eu leia novamente e me
lembre sempre de quão bondoso é Deus comigo, de que sempre vou levar meu bebezinho aos pés dEle, como eu sou grata à Ele todos os
dias.
Em teus átrios
meu Deus, eu me encontro.
Aceitei teu convite, eis-me aqui Senhor!
Quero ouvir tua voz e erguer meu louvor. Ofertar minha
vida em teu altar.
Santo ! Deus Criador ! Rei da Paz ! Nosso Pai de Amor!
Digno de adoração !
Senhor, aceita o melhor que temos: nosso grato coração.
Aceitei teu convite, eis-me aqui Senhor!
Quero ouvir tua voz e erguer meu louvor. Ofertar minha
vida em teu altar.
Santo ! Deus Criador ! Rei da Paz ! Nosso Pai de Amor!
Digno de adoração !
Senhor, aceita o melhor que temos: nosso grato coração.
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