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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Minha Gestação IV
A médica então chegou, me examinou e a bolsa não tinha estourado ainda e ela me disse que o nenê não estava na posição de encaixe de costume... Enfim, nessa hora ela sugeriu a analgesia, que foi feita, e então estouramos a bolsa mecanicamente. E saiu aquela aguaceira cheia de mecônio, bem escurinha. Ela disse que ainda assim o nenê não estava encaixado para começarmos a fazer força e que devido também à quantidade de mecônio teríamos que realizar uma cesárea. OMG !!! Tudo o que eu não queria .... E o medo de insistir e dar uma zica ??? O que você faria ?? Eu aceitei, oras ...
Aí foi rapidinho. Puxa pano daqui e dali, corta daqui e dali, empurra daqui e dali e às 08:24h do dia 05/12 eu ouvi dois chorinhos: do meu bebê pela primeira vez do lado de fora da barriga e do meu marido que não saíra do meu lado um minutinho e que, assim como eu, naquela hora já não se aguentava mais de emoção !
Esse é um momento especialmente mágico... Incrível como não esqueço do cheirinho do nenê quando ele nasceu... Da sua carinha ainda meio azulada, seu cabelinho todo engruvinhadinho, um monte de bochecha.
Mais impagável do que isso é ver que o nenê está aos berros e quando você fala: "Oi meu amor, é a mamãe, tudo bem ?" ele fica em silêncio na hora... Bem quietinho virando a cabeça pra achar de onde vem a sua voz... Isso não tem preço, não dá pra retratar e nem descrever com palavras. É algo extraordinário. É divino. É a certeza de que isso tudo é tão maravilhoso que só pode ter sido ideia de Deus mesmo, nos deixar viver momentos tão sublimes.
Depois disso o bebê foi pro seu primeiro banho dado pelo meu marido, eu tive uma pequena reação alérgica à medicação e fiquei em observação por um tempinho antes de ir para o quarto com o meu pequenino.
Outra coisa muuuito gostosa foi ver o pessoal presente na maternidade, mesmo tão cedinho. Meus pais e meu irmão, minha sogra, meus cunhados e sobrinhos, meus dois amigos que estiveram à noite em casa mal cochilaram e já estavam bem cedinho na maternidade acompanhando o primeiro banho do bebê. E ao longo do dia um monte de amigos, visitas deliciosas e carinhosas e até um amiguinho do meu bebê que nasceria 5 dias depois. E meu bebezinho recém saído da barriga conhecia ali seu primeiro amiguinho prestes a sair da barriga. rsrs
Tudo nesses momentos mágicos não tem preço. Não tem preço pegar o pequeno. E eu que não havia segurado um bebê recém nascido durante toda a minha vida (com exceção da Isa, quinze dias antes) parecia que era mestre na arte de segurar nenezinhos, de amamentar, de cuidar, de embalar, de esmagar de tanto dar beijinhos.
Como Deus é perfeito... Ele traz à tona em você habilidades e instintos de mãe instantaneamente. Coisas que você só vê na sua mãe e pensa que jamais vai conseguir ter algo parecido. E, de repente, está você ali, experimentando ser mamãe com muita graça e leveza. Dá pra ver a perfeição de Deus naquela criaturinha pequena e indefesa sabendo já qual é a sua principal atividade: mamar. E abrindo direitinho aquela mini boquinha, com os mini dedinhos... É im-pá-gá-vel. Eu agradeço a Deus todos os dias por ter tido essa oportunidade tão preciosa de me tornar mãe desta forma.
E naquele dia é bem verdade que nasceu um bebê e com ele uma mamãe e um papai. Todo o mundo novo, toda explosão de sentimentos, toda a montanha-russa de pensamentos, toda a inter dependência que existe entre nenê e mamãe é algo que por mais que passem as décadas, não dá pra apagar do coração e da mente. São lembranças constantemente vivas dentro da gente.
E outra coisa interessante é que me lembro do meu trabalho de parto com muita saudade. As dores da contração não são o foco, elas são secundárias naquele momento. E acho que sinto tanta saudade porque gostaria muito de ter ido até o fim conforme o protocolo da natureza. Não me sinto culpada, mas ainda hoje resta um pouquinho de frustração por ter vivido uma situação adversa que não contribuiu para o meu parto normal. Claro que fico muitíssimo feliz por ter dado tudo certo comigo e com o bebezinho. Por ele não ter aspirado nem engolido o líquido com mecônio, por tudo ter sido feito dentro do tempo da natureza ainda assim. E penso também que se um dia eu me arriscar nessa aventura de novo que vou idealizar da mesma forma, mas agora serei bem sabida no assunto de contrações e o mundo ficará menos dolorido ! rsrs
Ah, que dia especial... Todas nós temos histórias diferentes e, não importa como aconteceu a maternidade na sua vida, todas são especiais. Separe um tempinho para relembrar esses momentos tão lindos e vindos de Deus você que já os viveu e você, que pelo motivo que seja não tenha vivido essa experiência, eu te convido a, quem sabe, ler um pouquinho mais desses textos melosos de uma mamãe ainda deslumbrada e conhecer um pouquinho mais desse mundo estranho e adorável.
Hoje não consigo mais pensar em história nenhuma sobre a minha gestação para começar a escrever o capítulo V pois estou aqui inspiradamente suspirando por viver tanto amor dentro de um lar só.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Minha Gestação III
Acho que vou aproveitar para falar mais um pouquinho mais sobre a minha gestação, já que me peguei meio nostálgica...
Na verdade eu sempre sinto saudade dos últimos momentos da gestação que foram como uma deliciosa aventura para mim !!!
Antes de engravidar eu já tinha definido de forma muito clara que gostaria muito que meu filho nascesse por parto e não intervenção cirúrgica e gostaria de amamentar exclusivamente até os seis meses. Então comecei a ler, fuçar daqui e dali, buscar informação e mergulhei num mundo muito cativante e delicioso. O qual amei e me identifiquei muito.
Estudei bastante sobre o trabalho de parto, sinais, duração, li mil casos e me preocupava muito com dois fatores sobre o trabalho de parto: Primeiro: Eu saberia identificar os sinais ? Segundo: Quanto tempo duraria meu trabalho de parto ?
Toda aquela ansiedade final descrita no texto anterior misturada com uma tonelada de informações quase me fizeram pirar. Desde histórias onde a mulher quase não nota que está em TP (trabalho de parto) e quase pari a criança enquanto toma seu lanche da tarde até aquelas que simplesmente não entram em TP e o bebê já está de 42 semanas.
De qualquer forma, desde o início, ao ler tantos relatos de histórias lindas de nascimentos, vi que muitas mulheres chegavam a ficar até 36 horas em TP, respirando controladamente, andando, fazendo exercício naquelas bolonas, recebendo massagens, ficando na água quente... Tudo á espera do herdeiro. Me convenci que era melhor eu me preparar psicologicamente para aguentar 3 dias ininterruptos de uma dor totalmente desconhecida. Afinal, você só conhece o seu limite quando chega até ele.
Bem, depois do almoço na casa da minha mãe, da mini aventura no mercado e da minha sandália tipo crock sem a palmilha, viemos para casa eu e meu marido, subimos as comprinhas, ambos exauridos pelo calor e por tudo que estava acontecendo. Decidi que deixaríamos as sacolinhas com as compras ali na cozinha mesmo e que na segunda feira pela manhã eu guardaria tudo pois o cansaço era enorme. E a todo tempo eu só conseguia pensar: quanto tempo mais eu vou aguentar ficar com essa barriga esticada que parece que vai estourar, com esse peso todo, com essas noites todas mal dormidas e com esse cansaço todo ? As vezes me dava vontade de chorar de agonia...
Depois de um banho relaxante e, nessa altura do campeonato eu só tomava banho sentada no banquinho, recebemos a visita de dois amigos muito queridos, a Rafa e o Gu pra um papo gostoso, e como o Gu é famoso por ser espoleta quando criança sempre rolava uma piadinha no sentido de que ele estaria mandando vibrações de "espuletisse" (que já parecem estar dando certo) pro meu bebê na barriga rsrs... e, depois da visitinha fomos nos deitar. Isso deveria ser por volta das 23 horas....
Às 03 da manhã exatamente acordei com um pequenino mal estar pensando que algo que havia comido me fizera mal. Fui ao banheiro e me deitei de novo. Após alguns minutos o mesmo mal estar. Novamente me levantei fui ao banheiro e quando voltei pro quarto pensei: Serão essa dorzinhas, contrações? O coração acelerou um pouco... Peguei o relógio e comecei a contar. As dores vinham fraquinhas a cada 5 ou 6 minutos. Vinham das costas pra frente, como se fosse uma cólica mesmo... Depois de uma meia hora começou a apertar um pouco, então decidi que era hora de acordar o marido e pedir para ele conferir a contagem dos intervalos para mim. Eu sempre o avisava de que ele somente seria acordado por mim durante a madrugada quando fosse papo sério. Ele contou e o intervalo das dores e era de 5 minutos em média. Contamos a duração da contração e elas estavam com 1 minuto a 1 minuto e meio de duração. Fiquei muito feliz e disse: Levanta e vamos pro hospital já !
Inventei de tomar banho de novo, afinal as malas estavam todas arrumadas sei lá desde quando e não tinha muito o que fazer naquela hora. E foi no meio do banho, com condicionador no cabelo que veio a primeira contração que me disse: "Querida... vai logo, você está tendo um bebê!" Achei que não conseguiria acabar o banho, mas mal sabia eu que elas ainda estava fracas. Á partir desse momento comecei a fazer as coisas somente nos intervalos das contrações. Me vestia um pouco, parava para respirar, penteava o cabelo um pouco, parava para respirar, coordenava o marido com as bugigangas que levaríamos para hospital, parava para respirar e assim foi....
Toda aquela tralha em cima da mesa, o marido andando pra lá e pra cá tentando parecer o ser humano mais calmo do mundo e eu lembrando de tudo o que deveria ser levado conosco para o hospital em meio às dores de uma parturiente totalmente sem experiência.
Tudo pronto ? Vamos tirar a última foto ao lado da árvore de natal, com aquele imenso barrigão, claro que isso no intervalo das contrações. Ah, o marido teve a brilhante ideia de filmar nossa aventura. Na hora confesso que só achava a ideia boa quando não tinha dores, do contrário eu tinha vontade de jogar a filmadora pela janela. Mas hoje é o registro mais legal que temos desse dia !!! Realmente a ideia do meu marido foi brilhante como sempre !!!
E toca descer elevador filmando, toca esquecer a porta de casa aberta, toca esquecer lembrancinha em casa e voltar pra pegar, toca ligar pros pais (logo mais avós) e mandar mensagem pras amigas avisando que estava indo para o hospital naquela hora, toca ligar pra médica. Isso às 04:30 da matina.
Uma dica importante para você, gravidinha prestes a se tornar parturiente: Você vai ficar na maternidade no máximo 3 dias, então não precisa levar tantas bagagens como se fosse passar um mês em Londres, ok ? A medida para você saber se exagerou um pouco é quando seu marido, que já vai ter que dirigir apavorado, não consegue ver o vidro traseiro por causa de tanta bugiganga que você inventou de socar no porta malas. Então,reduza a quantidade de "malinhas necessárias".
Trânsito e mais trânsito, numa segunda feira de dezembro de madrugada, dá pra acreditar ? E eu, totalmente inexperiente no assunto, comecei a descontrolar a respiração conforme as dores apertavam pois fui ficando desesperada... Perdi totalmente o controle do negócio. A cada contração eu ouvia meus ossos pélvicos estralarem fazendo "creck, creck, creck" e a sensação de que minha coluna e minha bacia se abriam um pouco mais a cada 2 minutos. Por isso a minha dica mais preciosa para você gravidinha prestes a se tornar parturiente: Não se desespere !! Controle a sua respiração mais do que tudo !!! Essa é a sua prioridade !!!
E vivi aqueles momentos sempre naquele super esquema de Sem dores = pessoa simpática, alegre, fofinha e fantástica. Com dores = pessoa que fura faróis, se contorce, dá grunhido horríveis no carro e acha que o bebê vai nascer no banco da frente. Isso o caminho todo com intervalos de 2 minutos até chegar no hospital.
Chegando lá, eu morrendo de dores, parecia uma eternidade. Estava tentando ser forte para não pedir analgesia, pois idealizei meu parto assim e apesar das contrações tudo estava acontecendo como eu desejara e eu chorava de felicidade ao pensar nisso. Às 7 da manhã, em meio aos cardiotocos (pra que fazer exame nessa hora meu Deus?? Já não bastava toda minha dilatação e todas as minhas dores ???) eu já tinha 8 centímetros de dilatação, me colocaram na banheira para aguardar a médica chegar, e junto com o meu marido uma enfermeira fantástica ficou me fazendo companhia. Pessoa doce, calma e confiante perfeita para esse trabalho, ficou me ajudando a respirar corretamente e relaxar até a médica chegar, que foi super rápida por sinal. Pena não ter alguém assim para acalentar os papais... Mas esse momento na banheira, com a luz fraca, água quentinha com jatinhos de hidromassagem batendo nas costas e na barriga, respirando profunda e corretamente, em perfeita paz... foi impagável... maravilhoso...
Continua...
Na verdade eu sempre sinto saudade dos últimos momentos da gestação que foram como uma deliciosa aventura para mim !!!
Antes de engravidar eu já tinha definido de forma muito clara que gostaria muito que meu filho nascesse por parto e não intervenção cirúrgica e gostaria de amamentar exclusivamente até os seis meses. Então comecei a ler, fuçar daqui e dali, buscar informação e mergulhei num mundo muito cativante e delicioso. O qual amei e me identifiquei muito.
Estudei bastante sobre o trabalho de parto, sinais, duração, li mil casos e me preocupava muito com dois fatores sobre o trabalho de parto: Primeiro: Eu saberia identificar os sinais ? Segundo: Quanto tempo duraria meu trabalho de parto ?
Toda aquela ansiedade final descrita no texto anterior misturada com uma tonelada de informações quase me fizeram pirar. Desde histórias onde a mulher quase não nota que está em TP (trabalho de parto) e quase pari a criança enquanto toma seu lanche da tarde até aquelas que simplesmente não entram em TP e o bebê já está de 42 semanas.
De qualquer forma, desde o início, ao ler tantos relatos de histórias lindas de nascimentos, vi que muitas mulheres chegavam a ficar até 36 horas em TP, respirando controladamente, andando, fazendo exercício naquelas bolonas, recebendo massagens, ficando na água quente... Tudo á espera do herdeiro. Me convenci que era melhor eu me preparar psicologicamente para aguentar 3 dias ininterruptos de uma dor totalmente desconhecida. Afinal, você só conhece o seu limite quando chega até ele.
Bem, depois do almoço na casa da minha mãe, da mini aventura no mercado e da minha sandália tipo crock sem a palmilha, viemos para casa eu e meu marido, subimos as comprinhas, ambos exauridos pelo calor e por tudo que estava acontecendo. Decidi que deixaríamos as sacolinhas com as compras ali na cozinha mesmo e que na segunda feira pela manhã eu guardaria tudo pois o cansaço era enorme. E a todo tempo eu só conseguia pensar: quanto tempo mais eu vou aguentar ficar com essa barriga esticada que parece que vai estourar, com esse peso todo, com essas noites todas mal dormidas e com esse cansaço todo ? As vezes me dava vontade de chorar de agonia...
Depois de um banho relaxante e, nessa altura do campeonato eu só tomava banho sentada no banquinho, recebemos a visita de dois amigos muito queridos, a Rafa e o Gu pra um papo gostoso, e como o Gu é famoso por ser espoleta quando criança sempre rolava uma piadinha no sentido de que ele estaria mandando vibrações de "espuletisse" (que já parecem estar dando certo) pro meu bebê na barriga rsrs... e, depois da visitinha fomos nos deitar. Isso deveria ser por volta das 23 horas....
Às 03 da manhã exatamente acordei com um pequenino mal estar pensando que algo que havia comido me fizera mal. Fui ao banheiro e me deitei de novo. Após alguns minutos o mesmo mal estar. Novamente me levantei fui ao banheiro e quando voltei pro quarto pensei: Serão essa dorzinhas, contrações? O coração acelerou um pouco... Peguei o relógio e comecei a contar. As dores vinham fraquinhas a cada 5 ou 6 minutos. Vinham das costas pra frente, como se fosse uma cólica mesmo... Depois de uma meia hora começou a apertar um pouco, então decidi que era hora de acordar o marido e pedir para ele conferir a contagem dos intervalos para mim. Eu sempre o avisava de que ele somente seria acordado por mim durante a madrugada quando fosse papo sério. Ele contou e o intervalo das dores e era de 5 minutos em média. Contamos a duração da contração e elas estavam com 1 minuto a 1 minuto e meio de duração. Fiquei muito feliz e disse: Levanta e vamos pro hospital já !
Inventei de tomar banho de novo, afinal as malas estavam todas arrumadas sei lá desde quando e não tinha muito o que fazer naquela hora. E foi no meio do banho, com condicionador no cabelo que veio a primeira contração que me disse: "Querida... vai logo, você está tendo um bebê!" Achei que não conseguiria acabar o banho, mas mal sabia eu que elas ainda estava fracas. Á partir desse momento comecei a fazer as coisas somente nos intervalos das contrações. Me vestia um pouco, parava para respirar, penteava o cabelo um pouco, parava para respirar, coordenava o marido com as bugigangas que levaríamos para hospital, parava para respirar e assim foi....
Toda aquela tralha em cima da mesa, o marido andando pra lá e pra cá tentando parecer o ser humano mais calmo do mundo e eu lembrando de tudo o que deveria ser levado conosco para o hospital em meio às dores de uma parturiente totalmente sem experiência.
Tudo pronto ? Vamos tirar a última foto ao lado da árvore de natal, com aquele imenso barrigão, claro que isso no intervalo das contrações. Ah, o marido teve a brilhante ideia de filmar nossa aventura. Na hora confesso que só achava a ideia boa quando não tinha dores, do contrário eu tinha vontade de jogar a filmadora pela janela. Mas hoje é o registro mais legal que temos desse dia !!! Realmente a ideia do meu marido foi brilhante como sempre !!!
E toca descer elevador filmando, toca esquecer a porta de casa aberta, toca esquecer lembrancinha em casa e voltar pra pegar, toca ligar pros pais (logo mais avós) e mandar mensagem pras amigas avisando que estava indo para o hospital naquela hora, toca ligar pra médica. Isso às 04:30 da matina.
Uma dica importante para você, gravidinha prestes a se tornar parturiente: Você vai ficar na maternidade no máximo 3 dias, então não precisa levar tantas bagagens como se fosse passar um mês em Londres, ok ? A medida para você saber se exagerou um pouco é quando seu marido, que já vai ter que dirigir apavorado, não consegue ver o vidro traseiro por causa de tanta bugiganga que você inventou de socar no porta malas. Então,reduza a quantidade de "malinhas necessárias".
Trânsito e mais trânsito, numa segunda feira de dezembro de madrugada, dá pra acreditar ? E eu, totalmente inexperiente no assunto, comecei a descontrolar a respiração conforme as dores apertavam pois fui ficando desesperada... Perdi totalmente o controle do negócio. A cada contração eu ouvia meus ossos pélvicos estralarem fazendo "creck, creck, creck" e a sensação de que minha coluna e minha bacia se abriam um pouco mais a cada 2 minutos. Por isso a minha dica mais preciosa para você gravidinha prestes a se tornar parturiente: Não se desespere !! Controle a sua respiração mais do que tudo !!! Essa é a sua prioridade !!!
E vivi aqueles momentos sempre naquele super esquema de Sem dores = pessoa simpática, alegre, fofinha e fantástica. Com dores = pessoa que fura faróis, se contorce, dá grunhido horríveis no carro e acha que o bebê vai nascer no banco da frente. Isso o caminho todo com intervalos de 2 minutos até chegar no hospital.
Chegando lá, eu morrendo de dores, parecia uma eternidade. Estava tentando ser forte para não pedir analgesia, pois idealizei meu parto assim e apesar das contrações tudo estava acontecendo como eu desejara e eu chorava de felicidade ao pensar nisso. Às 7 da manhã, em meio aos cardiotocos (pra que fazer exame nessa hora meu Deus?? Já não bastava toda minha dilatação e todas as minhas dores ???) eu já tinha 8 centímetros de dilatação, me colocaram na banheira para aguardar a médica chegar, e junto com o meu marido uma enfermeira fantástica ficou me fazendo companhia. Pessoa doce, calma e confiante perfeita para esse trabalho, ficou me ajudando a respirar corretamente e relaxar até a médica chegar, que foi super rápida por sinal. Pena não ter alguém assim para acalentar os papais... Mas esse momento na banheira, com a luz fraca, água quentinha com jatinhos de hidromassagem batendo nas costas e na barriga, respirando profunda e corretamente, em perfeita paz... foi impagável... maravilhoso...
Continua...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Minha Gestação II
Deixa eu contar aqui um dos episódio da tal incontinência urinária que acomete muitas grávidas de hiper barrigão como fui eu !!!
Eu já estava muito desesperada porque meu bebê parecia não nascer nuuuunca !!!
Minha amiga Mari, ganhou a sua Isabela exatamente 15 dias antes que eu ganhasse o meu Luís Gabriel. Óbvio que eu não sabia que estava tão perto. Estávamos as duas bem barrigudinhas e naquele domingo que a bolsa dela estourou, fomos todos para o hospital esperar a princesinha chegar. Ficamos muitas horas lá, não me lembro quantas, e toda aquela espera e ansiedade foi fazendo todo o meu corpo doer e doer.
E quando pudemos ver a bebezinha ali, do lado de fora da barriga, sendo que momentos antes seu rostinho só fazia parte de nossa imaginação, a emoção tomou conta pois era um nenê muito esperado por todos ! A idade gestacional de nossos bebês tinha poucos dias diferença então vivemos toda essa montanha russa da gestação juntas ! Meu coração transbordou de felicidade e ansiedade quando a Isa chegou !!
Aí comecei com aquelas neuras e exageros bem típicos da minha persona... Que só o meu bebê que não nascia nunca, que eu ia ter que agendar a cesárea porque ele não dava sinal de querer sair, que devia ter alguma coisa errada, que minha pele ia estourar se a barriga crescesse um pouco mais, que eu ia passar o natal parindo (olha que sublime!) .... E aí foram dores e sensações de bolsa estourando nesses quinzes dias.
Meu bebê nasceu em uma madrugada de domingo para segunda feira. Exatamente na quinta feira que antecedeu essa data, visitei minha médica, a Dra Jany com a certeza plena de que eu estava com a bolsa rompida. Porém nada mais era do que a danada da incontinência urinária que acomete as grávidas de hiper barrigão !!! E a médica me garantiu que eu poderia ficar bem tranquilinha pois ali não havia sinal nenhum de nenê querendo aparecer.
Naqueles dias estávamos completando 39 semanas de gestação !!! Eu estava entrando em desespero pois não queria agendar uma cirurgia, queria que a natureza avisasse o momento dele chegar, mas estava chegando o natal e eu fiquei realmente preocupada em que ele nascesse nessa data. Eu não queria "queimar" as festas de aniversário e os presentes de aniversário dele por toda a vida (sou xarope, eu sei kkkk... Mas no final das contas é sempre a natureza quem manda) E os dias e horas se passavam e nada.
Fui ao pré natal na quinta, na sexta passei muito mal de dores diversas pelo corpo e meu pé inchou muito. Igual ao pão sovado tamanho família que eu citei no Minha Gestação I. Passei o dia todo deitadinha dormindo muito. O sábado foi um dia tranquilo e no domingo o negócio piorou de vez !!!
O pé, parecia um pé de elefante gordo. Eu, de sandália crock sem palmilhas, pois era o único calçado que eu estava conseguindo usar, me arrastava com todo aquele peso gigante !!
Fomos almoçar na casa dos meus pais e nesse dia já avisei: "Desmarquem os compromissos para semana que vem, agendem folgas no trabalho pois provavelmente faremos a cesárea do Luís Gabriel no próximo domingo porque está vencendo o prazinho dele aqui dentro"
Como estava tudo programado e eu adoro coisas programadas e controladas, combinei com o marido que iríamos fazer compra depois desse almoço de domingo para deixar a casa abastecida para os dias que nos aguardavam e lá fomos nós para o mercado.
Que arrependimento !! Óbvio que eu não consegui andar 10 minutos sem chorar de tanta vontade de desmaiar ali mesmo de puro cansaço. Que arrependimento !! Colocamos no carrinho o básico e fomos pra fila do caixa, que era preferencial, jóia !!!
Mas a danada da incontinência urinária que acomete as grávidas de hiper barrigão estava lá pra me judiar. E isso é uma coisa realmente engraçada pois num segundo você está feliz rindo de alguma piada e no segundo seguinte você é a piada.
E foi bem assim, estava eu resmungando alguma coisa sem a menor importância pro meu marido quando de repente... ferrou !!! Rapidamente olhei pra baixo para ver se ia formar uma pocinha mesmo e bolei um plano: Se formasse a pocinha eu ia começar a gritar "a bolsa estourou! a bolsa estourou!" enquanto fingiria um anúncio de desmaio de dor. Assim eu passaria menos vergonha. Aaaaindaaa beeeeem que eu consegui andar com passinhos bem apertados até o banheiro pouco higiênico do mercado. Passei pelo tumulto de pessoas que estavam vendo uma luta ao vivo entre dois clientes que já estava com seus rostos em sangue (e eu perdi essa por causa do xixi) e liberei a bexiga do pouquinho de xixizinho que restava ali.
Cheguei em casa, tomei banho e fui dormir muito cansada e pensando que passaria mais uma semana nesse sufoco, pelo menos, antes de conhecer o meu bebezote. E quem aguentaria mais uma semana daquele terror todo ??.
Ledo engano, pois nesse dia, ou melhor, nessa madrugada não teve alarme falso não. As compras ficaram jogadas no meio da cozinha, eu tirei a última foto de hiper barrigão ao lado da árvore de natal e fui dolorida porém feliz receber o bagunçador da minha vida !!! Fui feliz, feliz, feliz ! Esqueci o inchaço, esqueci os xixizinhos pela roupa, esqueci o cansaço e aproveitei cada segundinho de dor e contração e do momento de parir mesmo como sendo a coisa mais deliciosa da minha vida !!!
Eu sei, eu sou xarope.....
Mas xarope ou não, ganhei meu bebê, com os alarmes mais verdadeiros que uma grávida pode ter !!
E feliiiiiiz !!
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sábado, 28 de julho de 2012
Minha Gestação I
Por falar em gestação tenho que registrar aqui o meu pouco apreço pelo período de gestação.
Tenho muita vontade de ter outro bebê porque é bacana e porque acho que ser uma criança sozinha não é tão divertido quanto ser uma criança com irmãos. Mesmo que briguem, sempre viverão momentos que se transformarão em boníssimas lembranças.
Mas eu tenho uma série de "maaaaas" antes de ter um outro bebê. Um deles é a gestação. Não sei se é pelo fato de que eu sou muito ansiosa, mas para mim foi um negócio infindável !!!
Eu acho muito lindo grávidas beeeem barrigudonas como eu já disse aqui em outro post, e eu fiquei com uma pança gigantesca de verdade, e engordei basicamente a barriga, o que me deixou muito satisfeita, mas isso acontece só no FINAL da gestação. É só quase no finzinho da gestação que você desfruta de todas as coisas e privilégios bacanas que te fazem sentir que é a última bolacha Passatempo do pacote.
Quando descobri que estava grávida, não foi por vômitos, por enjôos e nem por desmaios igual a gente vê na novela das oito. Na televisão não é assim ? Quando a fulaninha desmaia.. Iiihhh é porque "butô barriga" como se diz no filme brasileiro " Eu, Tu, Eles". Todos os escritores e roteiristas só conhecem esse jeito de descobrir que a moça está grávida ? Hmpf...
Eu desconfiei porque nos poucos meses de tentativas eu desconfiava sempre mesmo. Desconfiei porque justamente antes de engravidar estava com uma queda de cabelo horrível! Estava tão forte, mas tão forte minha queda de cabelo que se eu pegasse uma gripe, dessas que a gente fica até com o nariz vermelho, poderia ser confundida facilmente com o palhaço carequinha na rua. E, de repente o cabelo parou de cair e algumas pessoas até estavam elogiando. Coisa assim, de um dia para outro. Logo pensei: Hmmm devo ter tido alguma alteração hormonal.
Aí fui fazer o tal exame de sangue porque eu já tinha tanta certeza, mas tanta certeza que fiquei com receio de fazer esses exames de farmácia e dar errado pois sei que tem uma margem de erro.
Então, durante o primeiro trimestre não tive enjôos, não tive mal estar, não tive desmaio e nem ficava indo ao banheiro a cada um minuto. Eu estava grávida mesmo ? Estava sim !!! Meu sintoma de primeiro trimestre foi uma tal de inflamação na costela. A médica disse que chama-se neurite intercostal e que algumas gestantes desenvolvem isso. Eu não conseguia fazer nada direito porque a dor era constante e conforme os dias passavam doía pra valer !!! Para não dizer que não enjoei nadica, tive uns 20 dias de uma sensação de super amargo na boca que só se resolvia bebendo água com gás gelada. Às vezes uma água tônica gelada com limão caía bem também. Mas foi muito rápido.
No segundo trimestre, que a tal dor nas costelas estava diminuindo e a barriga crescendo, ficou mais... digamos... um pouco estranho, vou explicar. Ainda comecei a sentir o meu bebezito pulando dentro da barriga, mas bem fraquinho entre a 16ª e a 17ª semana o que foi muito legal, porém muitas roupas não serviam direito, mas ainda não tinha barriga de grávida, ou seja, eu estava no meio do caminho só parecendo meio gordinha....
No terceiro trimestre essa criança pulava mais que britadeira trabalhando no asfalto. Agora sim as roupas não serviam e eu não conseguia andar meio metro sem querer parar para descansar meia hora. Ganhei um pouco de incontinência urinária, o que é normal.
E só no terceiro trimestre é que eu virei celebridade. Toda grávida sabe do que eu estou falando. Eu me sentia em Hollywood ao andar pela rua. Agora me sentia a Angelina Jolie e não o palhaço carequinha !! Mas isso é pela fama, e não pela semelhança, que fique claro. Todo mundo que não te conhece te pára na rua para comentar sobre sua barriga, perguntar algo, dar alguma dica. Todo mundo que te conhece faz a mesma coisa e ainda fica passando a mão na barrigona master e querendo dar a sorte de sentir uns chutinhos do bebezinho. E você mesma acaba convidando os mais chegado para presenciar as estrepulias intrauterinas do seu rebento !
Algumas das coisas legais do terceiro trimestre é que eu tive alarme falso, que eu tive umas dores horríveis no pé da barriga que até hoje ninguém me explicou o que eram, que eu acordava a cada uma hora para fazer xixi (pensa que depois pude dormir melhor já que meu bebê acordava de duas em duas horas ao chegar em casa), que meu pé parecia um pão sovado tamanho família, que o único calçado que me servia era um daqueles tipo Crock sem a grossa palmilha, que fiz até um pouquinho de xixi na roupa dentro do mercado porque o troço vem de repente e não dá tempo de chegar no banheiro (outro dia conto essa), que a minha barriga estava tão esticada que a pele até brilhava dando a impressão de que a qualquer momento iria rasgar-se ao meio.
Isso foi o que ficou mais marcado para mim. E o mais gostoso foi a bajulação que veio ao final já que somente então a barriga era super evidente. Mesmo assim tem um episódio que vai ficar sempre na memória, que é o dia em que tive plena certeza de que uma cliente iria me bater de tanto que gritava comigo, mesmo eu com a barriga quilométrica na frente dela. Me divirto lembrando desse dia e me admiro com a ignorância das pessoas tão trogloditas em pleno século XXI ! E fico muito feliz que posso falar super mal dela aqui e protestar contra pessoas tão pobres de espírito e sem educação como essa indivídua que fez um estardalhaço por um negócio que a equipe já estava resolvendo para atendê-la, que não era culpa nossa e mesmo assim ela estava ligando para polícia vir resolver o assunto comigo. Por isso que eu não recomendo que você trabalhe grávida no atendimento ao público de uma agência bancária.
Acabei falando de um episódio que não estava no script. Vou falar da bajulação de novo. Isso mesmo ! Bajule as grávidas, pois é uma das poucas coisas bacanas de verdade que acontecem na gestação. Ter o bebezinho ali dentro, sentí-lo pular, ouvir o coração dele... Todas as coisas nas quais ele participa ativamente são realmente sublimes, mas toda a transformação que a mulher passa nessa fase só posso dizer que é muito difícil. E eu nem falei das alterações de humor que acontecem trinta vezes por dia, hein ?!
Então, vou repetir, se você tem uma gravidinha aí ao seu lado, dá uma bajuladinha nela por mim, pois isso vai ajudar a compensar bastante o desgaste físico e emocional e vai fazer o dia dela valer a pena !! Deixa ela se sentir a última bolacha passatempo do pacote, ok ?!
E mesmo que meu apreço pela gestação não seja dos melhores, por nada no mundo quero voltar no tempo !!! Se preciso fosse passaria mais chateações para ter meu precioso diamantezinho ao meu lado !!
Tenho muita vontade de ter outro bebê porque é bacana e porque acho que ser uma criança sozinha não é tão divertido quanto ser uma criança com irmãos. Mesmo que briguem, sempre viverão momentos que se transformarão em boníssimas lembranças.
Mas eu tenho uma série de "maaaaas" antes de ter um outro bebê. Um deles é a gestação. Não sei se é pelo fato de que eu sou muito ansiosa, mas para mim foi um negócio infindável !!!
Eu acho muito lindo grávidas beeeem barrigudonas como eu já disse aqui em outro post, e eu fiquei com uma pança gigantesca de verdade, e engordei basicamente a barriga, o que me deixou muito satisfeita, mas isso acontece só no FINAL da gestação. É só quase no finzinho da gestação que você desfruta de todas as coisas e privilégios bacanas que te fazem sentir que é a última bolacha Passatempo do pacote.
Quando descobri que estava grávida, não foi por vômitos, por enjôos e nem por desmaios igual a gente vê na novela das oito. Na televisão não é assim ? Quando a fulaninha desmaia.. Iiihhh é porque "butô barriga" como se diz no filme brasileiro " Eu, Tu, Eles". Todos os escritores e roteiristas só conhecem esse jeito de descobrir que a moça está grávida ? Hmpf...
Eu desconfiei porque nos poucos meses de tentativas eu desconfiava sempre mesmo. Desconfiei porque justamente antes de engravidar estava com uma queda de cabelo horrível! Estava tão forte, mas tão forte minha queda de cabelo que se eu pegasse uma gripe, dessas que a gente fica até com o nariz vermelho, poderia ser confundida facilmente com o palhaço carequinha na rua. E, de repente o cabelo parou de cair e algumas pessoas até estavam elogiando. Coisa assim, de um dia para outro. Logo pensei: Hmmm devo ter tido alguma alteração hormonal.Aí fui fazer o tal exame de sangue porque eu já tinha tanta certeza, mas tanta certeza que fiquei com receio de fazer esses exames de farmácia e dar errado pois sei que tem uma margem de erro.
Então, durante o primeiro trimestre não tive enjôos, não tive mal estar, não tive desmaio e nem ficava indo ao banheiro a cada um minuto. Eu estava grávida mesmo ? Estava sim !!! Meu sintoma de primeiro trimestre foi uma tal de inflamação na costela. A médica disse que chama-se neurite intercostal e que algumas gestantes desenvolvem isso. Eu não conseguia fazer nada direito porque a dor era constante e conforme os dias passavam doía pra valer !!! Para não dizer que não enjoei nadica, tive uns 20 dias de uma sensação de super amargo na boca que só se resolvia bebendo água com gás gelada. Às vezes uma água tônica gelada com limão caía bem também. Mas foi muito rápido.
No segundo trimestre, que a tal dor nas costelas estava diminuindo e a barriga crescendo, ficou mais... digamos... um pouco estranho, vou explicar. Ainda comecei a sentir o meu bebezito pulando dentro da barriga, mas bem fraquinho entre a 16ª e a 17ª semana o que foi muito legal, porém muitas roupas não serviam direito, mas ainda não tinha barriga de grávida, ou seja, eu estava no meio do caminho só parecendo meio gordinha....
No terceiro trimestre essa criança pulava mais que britadeira trabalhando no asfalto. Agora sim as roupas não serviam e eu não conseguia andar meio metro sem querer parar para descansar meia hora. Ganhei um pouco de incontinência urinária, o que é normal.
E só no terceiro trimestre é que eu virei celebridade. Toda grávida sabe do que eu estou falando. Eu me sentia em Hollywood ao andar pela rua. Agora me sentia a Angelina Jolie e não o palhaço carequinha !! Mas isso é pela fama, e não pela semelhança, que fique claro. Todo mundo que não te conhece te pára na rua para comentar sobre sua barriga, perguntar algo, dar alguma dica. Todo mundo que te conhece faz a mesma coisa e ainda fica passando a mão na barrigona master e querendo dar a sorte de sentir uns chutinhos do bebezinho. E você mesma acaba convidando os mais chegado para presenciar as estrepulias intrauterinas do seu rebento !
Algumas das coisas legais do terceiro trimestre é que eu tive alarme falso, que eu tive umas dores horríveis no pé da barriga que até hoje ninguém me explicou o que eram, que eu acordava a cada uma hora para fazer xixi (pensa que depois pude dormir melhor já que meu bebê acordava de duas em duas horas ao chegar em casa), que meu pé parecia um pão sovado tamanho família, que o único calçado que me servia era um daqueles tipo Crock sem a grossa palmilha, que fiz até um pouquinho de xixi na roupa dentro do mercado porque o troço vem de repente e não dá tempo de chegar no banheiro (outro dia conto essa), que a minha barriga estava tão esticada que a pele até brilhava dando a impressão de que a qualquer momento iria rasgar-se ao meio.
Isso foi o que ficou mais marcado para mim. E o mais gostoso foi a bajulação que veio ao final já que somente então a barriga era super evidente. Mesmo assim tem um episódio que vai ficar sempre na memória, que é o dia em que tive plena certeza de que uma cliente iria me bater de tanto que gritava comigo, mesmo eu com a barriga quilométrica na frente dela. Me divirto lembrando desse dia e me admiro com a ignorância das pessoas tão trogloditas em pleno século XXI ! E fico muito feliz que posso falar super mal dela aqui e protestar contra pessoas tão pobres de espírito e sem educação como essa indivídua que fez um estardalhaço por um negócio que a equipe já estava resolvendo para atendê-la, que não era culpa nossa e mesmo assim ela estava ligando para polícia vir resolver o assunto comigo. Por isso que eu não recomendo que você trabalhe grávida no atendimento ao público de uma agência bancária.
Acabei falando de um episódio que não estava no script. Vou falar da bajulação de novo. Isso mesmo ! Bajule as grávidas, pois é uma das poucas coisas bacanas de verdade que acontecem na gestação. Ter o bebezinho ali dentro, sentí-lo pular, ouvir o coração dele... Todas as coisas nas quais ele participa ativamente são realmente sublimes, mas toda a transformação que a mulher passa nessa fase só posso dizer que é muito difícil. E eu nem falei das alterações de humor que acontecem trinta vezes por dia, hein ?!
Então, vou repetir, se você tem uma gravidinha aí ao seu lado, dá uma bajuladinha nela por mim, pois isso vai ajudar a compensar bastante o desgaste físico e emocional e vai fazer o dia dela valer a pena !! Deixa ela se sentir a última bolacha passatempo do pacote, ok ?!
E mesmo que meu apreço pela gestação não seja dos melhores, por nada no mundo quero voltar no tempo !!! Se preciso fosse passaria mais chateações para ter meu precioso diamantezinho ao meu lado !!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Gestação
Tudo na vida tem um período de gestação. Antes eu chamaria de tempo de preparo e planejamento, depois de embarcar nessa grande aventura que é a maternidade, chamo gestação mesmo...
E esse bloguezinho singelinho e humilde teve sua fase de gestação também. Logo que engravidei minha amiga Renata me convidou para escrever algo a ser publicado em seu blog
http://descobrindoamaternagem.blogspot.com.br/
Eu tinha muitas idéias fervendo em minha mente, começava a rascunhar e nada acontecia....
Então, depois de alguns meses e de um bebezinho no braço, nasceu um texto que pra mim foi muito gostoso de escrever e espero que seja assim também para ler.
"Naquela manhã eu chorei... Peguei meu vestido preto bem acinturadinho um tanto quanto curto, que deixa as pernocas meio de fora. Agora os botões em cima fecham, mas com um pouco de sacrifício, eu confesso, o que valoriza ainda mais a silhuetinha... fiu, fiu! Pensei ao olhar no espelho exatamente sete dias depois de dar à luz meu bebezinho, coisa mais linda do mundo. Era a primeira consulta médica após o parto..."
Quer saber o que aconteceu depois ? Entra aqui:
http://descobrindoamaternagem.blogspot.com.br/2012/02/pais-e-filhos.html
E essa foi a gestação do Mamãe Sim.
Um blog hoje ainda bebezinho, mas que terá muitas histórias para contar !
E esse bloguezinho singelinho e humilde teve sua fase de gestação também. Logo que engravidei minha amiga Renata me convidou para escrever algo a ser publicado em seu blog
http://descobrindoamaternagem.blogspot.com.br/
Eu tinha muitas idéias fervendo em minha mente, começava a rascunhar e nada acontecia....
Então, depois de alguns meses e de um bebezinho no braço, nasceu um texto que pra mim foi muito gostoso de escrever e espero que seja assim também para ler.
"Naquela manhã eu chorei... Peguei meu vestido preto bem acinturadinho um tanto quanto curto, que deixa as pernocas meio de fora. Agora os botões em cima fecham, mas com um pouco de sacrifício, eu confesso, o que valoriza ainda mais a silhuetinha... fiu, fiu! Pensei ao olhar no espelho exatamente sete dias depois de dar à luz meu bebezinho, coisa mais linda do mundo. Era a primeira consulta médica após o parto..."
Quer saber o que aconteceu depois ? Entra aqui:
http://descobrindoamaternagem.blogspot.com.br/2012/02/pais-e-filhos.html
E essa foi a gestação do Mamãe Sim.
Um blog hoje ainda bebezinho, mas que terá muitas histórias para contar !
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