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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Minha Gestação IV
A médica então chegou, me examinou e a bolsa não tinha estourado ainda e ela me disse que o nenê não estava na posição de encaixe de costume... Enfim, nessa hora ela sugeriu a analgesia, que foi feita, e então estouramos a bolsa mecanicamente. E saiu aquela aguaceira cheia de mecônio, bem escurinha. Ela disse que ainda assim o nenê não estava encaixado para começarmos a fazer força e que devido também à quantidade de mecônio teríamos que realizar uma cesárea. OMG !!! Tudo o que eu não queria .... E o medo de insistir e dar uma zica ??? O que você faria ?? Eu aceitei, oras ...
Aí foi rapidinho. Puxa pano daqui e dali, corta daqui e dali, empurra daqui e dali e às 08:24h do dia 05/12 eu ouvi dois chorinhos: do meu bebê pela primeira vez do lado de fora da barriga e do meu marido que não saíra do meu lado um minutinho e que, assim como eu, naquela hora já não se aguentava mais de emoção !
Esse é um momento especialmente mágico... Incrível como não esqueço do cheirinho do nenê quando ele nasceu... Da sua carinha ainda meio azulada, seu cabelinho todo engruvinhadinho, um monte de bochecha.
Mais impagável do que isso é ver que o nenê está aos berros e quando você fala: "Oi meu amor, é a mamãe, tudo bem ?" ele fica em silêncio na hora... Bem quietinho virando a cabeça pra achar de onde vem a sua voz... Isso não tem preço, não dá pra retratar e nem descrever com palavras. É algo extraordinário. É divino. É a certeza de que isso tudo é tão maravilhoso que só pode ter sido ideia de Deus mesmo, nos deixar viver momentos tão sublimes.
Depois disso o bebê foi pro seu primeiro banho dado pelo meu marido, eu tive uma pequena reação alérgica à medicação e fiquei em observação por um tempinho antes de ir para o quarto com o meu pequenino.
Outra coisa muuuito gostosa foi ver o pessoal presente na maternidade, mesmo tão cedinho. Meus pais e meu irmão, minha sogra, meus cunhados e sobrinhos, meus dois amigos que estiveram à noite em casa mal cochilaram e já estavam bem cedinho na maternidade acompanhando o primeiro banho do bebê. E ao longo do dia um monte de amigos, visitas deliciosas e carinhosas e até um amiguinho do meu bebê que nasceria 5 dias depois. E meu bebezinho recém saído da barriga conhecia ali seu primeiro amiguinho prestes a sair da barriga. rsrs
Tudo nesses momentos mágicos não tem preço. Não tem preço pegar o pequeno. E eu que não havia segurado um bebê recém nascido durante toda a minha vida (com exceção da Isa, quinze dias antes) parecia que era mestre na arte de segurar nenezinhos, de amamentar, de cuidar, de embalar, de esmagar de tanto dar beijinhos.
Como Deus é perfeito... Ele traz à tona em você habilidades e instintos de mãe instantaneamente. Coisas que você só vê na sua mãe e pensa que jamais vai conseguir ter algo parecido. E, de repente, está você ali, experimentando ser mamãe com muita graça e leveza. Dá pra ver a perfeição de Deus naquela criaturinha pequena e indefesa sabendo já qual é a sua principal atividade: mamar. E abrindo direitinho aquela mini boquinha, com os mini dedinhos... É im-pá-gá-vel. Eu agradeço a Deus todos os dias por ter tido essa oportunidade tão preciosa de me tornar mãe desta forma.
E naquele dia é bem verdade que nasceu um bebê e com ele uma mamãe e um papai. Todo o mundo novo, toda explosão de sentimentos, toda a montanha-russa de pensamentos, toda a inter dependência que existe entre nenê e mamãe é algo que por mais que passem as décadas, não dá pra apagar do coração e da mente. São lembranças constantemente vivas dentro da gente.
E outra coisa interessante é que me lembro do meu trabalho de parto com muita saudade. As dores da contração não são o foco, elas são secundárias naquele momento. E acho que sinto tanta saudade porque gostaria muito de ter ido até o fim conforme o protocolo da natureza. Não me sinto culpada, mas ainda hoje resta um pouquinho de frustração por ter vivido uma situação adversa que não contribuiu para o meu parto normal. Claro que fico muitíssimo feliz por ter dado tudo certo comigo e com o bebezinho. Por ele não ter aspirado nem engolido o líquido com mecônio, por tudo ter sido feito dentro do tempo da natureza ainda assim. E penso também que se um dia eu me arriscar nessa aventura de novo que vou idealizar da mesma forma, mas agora serei bem sabida no assunto de contrações e o mundo ficará menos dolorido ! rsrs
Ah, que dia especial... Todas nós temos histórias diferentes e, não importa como aconteceu a maternidade na sua vida, todas são especiais. Separe um tempinho para relembrar esses momentos tão lindos e vindos de Deus você que já os viveu e você, que pelo motivo que seja não tenha vivido essa experiência, eu te convido a, quem sabe, ler um pouquinho mais desses textos melosos de uma mamãe ainda deslumbrada e conhecer um pouquinho mais desse mundo estranho e adorável.
Hoje não consigo mais pensar em história nenhuma sobre a minha gestação para começar a escrever o capítulo V pois estou aqui inspiradamente suspirando por viver tanto amor dentro de um lar só.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Amamentando com dentinhos ? E agora ?
Sou muito fã de amamentação. Muito mesmo. Incentivo e defendo o quanto precisar seja lá pra quem for. E gosto muito da idéia da amamentação pelo menos até os dois anos de idade. Porém também acho que se o bebê ou a mamãe não estiverem confortáveis para prolongar que devem fazer o desmame quando se sentirem bem.
É cientificamente comprovado que a composição do leite materno sofre alteração de acordo com a idade do bebê a fim de atender as necessidades nutricionais e ainda que até os dois anos a criança continua recebendo imunidade através dos anticorpos transmitidos pelo leite. Fora os benefícios emocionais que a amamentação prolongada de forma saudável pode trazer para a criança e para a mãe.
Tive um bom preparo para a amamentação. Minha médica orientou bons exercícios antes do parto e no hospital a orientação foi muito boa também. Nunca deixei o bebê fazer pega errada. Sempre que ele fazia biquinho de canudinho, podia até chorar, mas eu fazia com que ele pegasse novamente para que eu não ficasse machucada e ele pudesse sugar de forma eficaz. Assim tive a sorte de nunca ter me machucado e sempre fui muito feliz com a amamentação.
Meu sofrimento veio depois. Sim, beeeem depois... Com seis meses e dezenove dias avistei, com muitos gritos de alegria, o primeiro dentinho. Que coisiquinha mais fofinha de dentinho !! Uma graça !
Coincidentemente, uns dizem que é pela coceira nas gengivas, meu pequeno aprendeu a morder com seus novos dentinhos. E adivinhem qual era a hora preferida dele para morder ? A hora da amamentação, claro !
Começou a se tornar insuportável. Quem já viu os dentinhos quando nascem sabe como é: eles saem parecendo uma serrinha das boas. E os bebês são muito indefesos mas têm muita força na boca.
Cada vez que eu tinha que amamentar meu pequeno me sentia indo para a cova dos leões, pois eu estava sangrando, dolorida, sensível e aterrorizada com a idéia de que poderia levar outra dentada a qualquer momento. Cheguei a comprar um protetor para seio de silicone mas de nada adiantou pois a serrinha cortou o protetor na dentada...
E buscando no maravilhoso mundo da internet, me senti priviliegiada pois achei uma pesquisa que diz que apenas 15% dos bebês mordem na hora da amamentação (que sorte a minha, viu ?), achei um outro site dizendo que é impossível o bebê morder enquanto mama e que isso é invenção. (ok, até entendo que ele dá uma paradinha de mamar pra me morder, mas que isso existe moço.. aaah... existe sim !). Algumas das dicas eram pra falar não firmemente olhando nos olhos da crianças ( o meu ria e achava muito legal), outra dica é dar um grito de terror na hora da mordida (confesso que da primeira vez ele tomou um mini sustinho mas das vezes seguintes também achou graça e a mordida vinha pior), outra dica é fazer cócegas pra ele abrir a boca pra rir e soltar você (o meu ao contrário, apertava mais a boca achando engraçado).
Todas essas tentativas não deram certo pra mim. Em cada uma delas eu vertia lágrimas e sangue temperados com desespero e angústia de saber aonde aquilo ia parar pois eu não estava disposta a interromper a amamentação prematuramente. Meus protetores para o seio viviam com sangue, eu vivia cortada e muito dolorida e aterrorizada. Para o bebê foi um período ótimo pois ele deve ter pensado que a mamãe aprendeu a fazer novas micagens na hora da comida e achava muita graça.
E o que me dava mais desespero era o desespero dele. Pois eu enrolava muito sempre postergando a hora de amamentar, por causa do meu terror, claro. Só que, quanto mais eu postergava mais ele ficava desesperado de fome ou simplesmente de vontade de mamar e minha consciência prefere acreditar nessa segunda opção. E quando eu pegava ele no colo ele já vinha desesperadinho com a boquinha aberta e para mim os dentinhos reluziam como um punhal ao sol.
E assim foram dias e dias de conflito mamãe x dentinhos do bebê. Até que achei uma dica no maravilhoso mundo da internet que deu certo comigo. E foi muito simples. Depois que fiz umas três ou quatro vezes ele nem tentou morder mais e eu fiquei feliz da vida. Veja só: todas as vezes que ia amamentar meu bebê fazia com que ele abocanhasse o seio além do normal, ficando assim com a boquinha mais aberta, mais cheia, podemos dizer. Desta forma ele não conseguia morder e em nada atrapalhava a sucção que é feita principalmente com o apoio da língua e não do abrir e fechar dos dentes. E ficava bem atenta para os momentos em que eu notasse que ele fazia uma pausa pra assim tirar a boca dele rapidamente e não ficar dando sopa.
Durante a madrugada ele ainda tentou dar suas mordidas algumas vezes e até hoje tenho um pouco de receio quando vou amamentar nesse horário. Mas ele se comporta muito bem !
Hoje ele só morde quando quer me sacanear... É isso mesmo. Como de um lado temos um bebê que está crescendo e ficando esperto a cada dia e de outro uma mãe que sempre acha que o filho não comeu ou não mamou o suficiente e às vezes tenta dar uma complementadinha no mamá mesmo sem o bebê querer, aí ele entra em ação. Ele abre a boquinha como se fosse mamar eu fico toda feliz aí ele dá uma mordidinha mais fraca e se inclina pra trás rindo e olhando para mim como quem diz: eu não te avisei que não queria mais ?
Pra maioria das coisas dá-se um jeito na vida e graças a Deus essa foi uma delas ! Desejo boa sorte se você tiver por aí uma boquinha de serrote ao seu alcance !
É cientificamente comprovado que a composição do leite materno sofre alteração de acordo com a idade do bebê a fim de atender as necessidades nutricionais e ainda que até os dois anos a criança continua recebendo imunidade através dos anticorpos transmitidos pelo leite. Fora os benefícios emocionais que a amamentação prolongada de forma saudável pode trazer para a criança e para a mãe.
Tive um bom preparo para a amamentação. Minha médica orientou bons exercícios antes do parto e no hospital a orientação foi muito boa também. Nunca deixei o bebê fazer pega errada. Sempre que ele fazia biquinho de canudinho, podia até chorar, mas eu fazia com que ele pegasse novamente para que eu não ficasse machucada e ele pudesse sugar de forma eficaz. Assim tive a sorte de nunca ter me machucado e sempre fui muito feliz com a amamentação.
Meu sofrimento veio depois. Sim, beeeem depois... Com seis meses e dezenove dias avistei, com muitos gritos de alegria, o primeiro dentinho. Que coisiquinha mais fofinha de dentinho !! Uma graça !
Coincidentemente, uns dizem que é pela coceira nas gengivas, meu pequeno aprendeu a morder com seus novos dentinhos. E adivinhem qual era a hora preferida dele para morder ? A hora da amamentação, claro !
Começou a se tornar insuportável. Quem já viu os dentinhos quando nascem sabe como é: eles saem parecendo uma serrinha das boas. E os bebês são muito indefesos mas têm muita força na boca.
Cada vez que eu tinha que amamentar meu pequeno me sentia indo para a cova dos leões, pois eu estava sangrando, dolorida, sensível e aterrorizada com a idéia de que poderia levar outra dentada a qualquer momento. Cheguei a comprar um protetor para seio de silicone mas de nada adiantou pois a serrinha cortou o protetor na dentada...
E buscando no maravilhoso mundo da internet, me senti priviliegiada pois achei uma pesquisa que diz que apenas 15% dos bebês mordem na hora da amamentação (que sorte a minha, viu ?), achei um outro site dizendo que é impossível o bebê morder enquanto mama e que isso é invenção. (ok, até entendo que ele dá uma paradinha de mamar pra me morder, mas que isso existe moço.. aaah... existe sim !). Algumas das dicas eram pra falar não firmemente olhando nos olhos da crianças ( o meu ria e achava muito legal), outra dica é dar um grito de terror na hora da mordida (confesso que da primeira vez ele tomou um mini sustinho mas das vezes seguintes também achou graça e a mordida vinha pior), outra dica é fazer cócegas pra ele abrir a boca pra rir e soltar você (o meu ao contrário, apertava mais a boca achando engraçado).
Todas essas tentativas não deram certo pra mim. Em cada uma delas eu vertia lágrimas e sangue temperados com desespero e angústia de saber aonde aquilo ia parar pois eu não estava disposta a interromper a amamentação prematuramente. Meus protetores para o seio viviam com sangue, eu vivia cortada e muito dolorida e aterrorizada. Para o bebê foi um período ótimo pois ele deve ter pensado que a mamãe aprendeu a fazer novas micagens na hora da comida e achava muita graça.
E o que me dava mais desespero era o desespero dele. Pois eu enrolava muito sempre postergando a hora de amamentar, por causa do meu terror, claro. Só que, quanto mais eu postergava mais ele ficava desesperado de fome ou simplesmente de vontade de mamar e minha consciência prefere acreditar nessa segunda opção. E quando eu pegava ele no colo ele já vinha desesperadinho com a boquinha aberta e para mim os dentinhos reluziam como um punhal ao sol.
E assim foram dias e dias de conflito mamãe x dentinhos do bebê. Até que achei uma dica no maravilhoso mundo da internet que deu certo comigo. E foi muito simples. Depois que fiz umas três ou quatro vezes ele nem tentou morder mais e eu fiquei feliz da vida. Veja só: todas as vezes que ia amamentar meu bebê fazia com que ele abocanhasse o seio além do normal, ficando assim com a boquinha mais aberta, mais cheia, podemos dizer. Desta forma ele não conseguia morder e em nada atrapalhava a sucção que é feita principalmente com o apoio da língua e não do abrir e fechar dos dentes. E ficava bem atenta para os momentos em que eu notasse que ele fazia uma pausa pra assim tirar a boca dele rapidamente e não ficar dando sopa.
Durante a madrugada ele ainda tentou dar suas mordidas algumas vezes e até hoje tenho um pouco de receio quando vou amamentar nesse horário. Mas ele se comporta muito bem !
Hoje ele só morde quando quer me sacanear... É isso mesmo. Como de um lado temos um bebê que está crescendo e ficando esperto a cada dia e de outro uma mãe que sempre acha que o filho não comeu ou não mamou o suficiente e às vezes tenta dar uma complementadinha no mamá mesmo sem o bebê querer, aí ele entra em ação. Ele abre a boquinha como se fosse mamar eu fico toda feliz aí ele dá uma mordidinha mais fraca e se inclina pra trás rindo e olhando para mim como quem diz: eu não te avisei que não queria mais ?
Pra maioria das coisas dá-se um jeito na vida e graças a Deus essa foi uma delas ! Desejo boa sorte se você tiver por aí uma boquinha de serrote ao seu alcance !
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Espelho, espelho meu...
Todas as mulheres (e muito homens, viu?) travam uma luta crônica com aquele objeto que fica bem grandão no seu quarto denunciando todas as pizzas, macarronadas, chocolates e hambúrgueres que você come. Sim, é ele mesmo: o espelho.
Confesso que acredito piamente que toda essa neura com peso não é resultado de uma preocupação com a saúde, essa vem em segundo lugar, mas de uma preocupação com a estética e beleza exterior que a cada dia cresce freneticamente ganhando espaço no pensamento da maior parte da população. Como esse é um blog sobre "eu mamãe sim", nem vou comentar nenhuma das ´minhas psicoses sobre "eu modelo de catálogo de biquíni".
Eu nunca fui gorda. Mas também nunca fui magra. Algumas vezes fiquei com o peso um pouquinho acima do meu costume, outras fiquei um pouquinho abaixo. Nunca fui referência na rodinha por conta do peso, do tipo : "Pega a bolsa do lado daquela magrela!" ou "Tem lugar vago perto daquela gordinha". Certamente fui referência de outras coisas, mas isso deve fazer parte das psicoses sobre "eu modelo de catálogo da SPFW".
O fato é que, quando engravidei já fiquei com outra neura que pode fazer parte desse blog, que é a "eu gravidinha que só engorda 9 kg" Hahahahahaha !!! Piada né ?? Infelizmente não fiz parte desse grupo. Eu sempre achei lindo gravidinhas magrelas somente com o baita barrigão e fiquei muito próximo disso. Amei essa parte porém, ao final das 39 semanas, lá estava eu redonda e inchada com 15 kg a mais do que aqueles pouquinhos que eu tinha. Mas espera aí, ainda não havia desanimado totalmente porque ouvi a vida inteira uma máxima das lactantes: Amamentar emagrece. Isso me enchia de felicidade e eu rodopiava de ânimo pensando que dentro em breve eu seria como a Gisele Bündchen de tanto amamentar!
Pra mim era muito natural que a criança deve ser amamentada com leite materno exclusivamente até os seis meses. Ok, primeiro item da lista confere. Assim que cheguei em casa com o pequeno me convenci que esse negócio de controlar horário de mamada é papo furado e que o legal é fazer livre demanda. Ok, segundo item da lista confere. Acordava feliz porém cansada, dando mamá todo o tempo e nos primeiros 10 dias perdi 13 kg. Ok, terceiro item da lista... confere ?? Já imaginei que, sendo dessa forma, logo eu teria perdido de 80 a 100 kg só amamentando ! Que sonho de consumo não ?? Deveriam implantar aulas de amamentação nas academias, ia ter muito sucesso !!!
Pensei: legal, mais uns dias e serei magra como nunca !!! E dias foram, e dias vieram e... CADÊ VOCÊ MAGREZA ?? E a parte que eu piro é ver minhas amigas e primas que emagreceram muito mais do que o peso que ganharam na gestação (e dá vontade de esfregar o nariz delas num pudim de nutella) quando elas me dizem: Oh, o que eu faço ? Estou muito magra !! Sou a miss Etiópia !! Eu digo: Tá reclamando do quê minha filhaaaa ??
E aí... caí do cavalinho ! Odeio academia. Dieta eu até encaro, mas academia é o fim pra mim. E agora que eu encarnei a super mamãe dona de casa que sempre faz comida, e deixa a casa arrumada (tenta pelo menos) e passa roupa madrugada a fora... Onde vou arranjar energia pra academia se antes já não tinha nem pra descer o elevador e buscar a pizza ?
A novidade do momento é que, junto aos dois quilinhos que sobraram da gestação, chegou mais um !!! Ebaaa !!!!! Quantas séries de mamá eu tenho que fazer pra ser parte da estatística que amamentar emagrece ? Será que tenho que fazer 3 de 15 ??
Não, não são todas que viram Olívia Palito quando amamentam. Elas viram outros personagens como a Fiona ou a Glória do Madagascar (se você não sabe quem é essa então procura no Google Imagens que vai ser hilário). Descobri às duras penas. E esses dias chorando minhas lamúrias pra uma nutricionista ela me tranquilizou dizendo que praticamente todas as mulheres acumulam uma média de 2 kg por filho !!!! OMG!!!!!
Último item da lista: Ok, já manjei que nadica no universo me fará suuuuuper magra! Nem filhos !
E sorte sua minha amiga, que faz parte do grupo que vai comer meu pudim de nutella... hmmmmm
Confesso que acredito piamente que toda essa neura com peso não é resultado de uma preocupação com a saúde, essa vem em segundo lugar, mas de uma preocupação com a estética e beleza exterior que a cada dia cresce freneticamente ganhando espaço no pensamento da maior parte da população. Como esse é um blog sobre "eu mamãe sim", nem vou comentar nenhuma das ´minhas psicoses sobre "eu modelo de catálogo de biquíni".
Eu nunca fui gorda. Mas também nunca fui magra. Algumas vezes fiquei com o peso um pouquinho acima do meu costume, outras fiquei um pouquinho abaixo. Nunca fui referência na rodinha por conta do peso, do tipo : "Pega a bolsa do lado daquela magrela!" ou "Tem lugar vago perto daquela gordinha". Certamente fui referência de outras coisas, mas isso deve fazer parte das psicoses sobre "eu modelo de catálogo da SPFW".
O fato é que, quando engravidei já fiquei com outra neura que pode fazer parte desse blog, que é a "eu gravidinha que só engorda 9 kg" Hahahahahaha !!! Piada né ?? Infelizmente não fiz parte desse grupo. Eu sempre achei lindo gravidinhas magrelas somente com o baita barrigão e fiquei muito próximo disso. Amei essa parte porém, ao final das 39 semanas, lá estava eu redonda e inchada com 15 kg a mais do que aqueles pouquinhos que eu tinha. Mas espera aí, ainda não havia desanimado totalmente porque ouvi a vida inteira uma máxima das lactantes: Amamentar emagrece. Isso me enchia de felicidade e eu rodopiava de ânimo pensando que dentro em breve eu seria como a Gisele Bündchen de tanto amamentar!
Pra mim era muito natural que a criança deve ser amamentada com leite materno exclusivamente até os seis meses. Ok, primeiro item da lista confere. Assim que cheguei em casa com o pequeno me convenci que esse negócio de controlar horário de mamada é papo furado e que o legal é fazer livre demanda. Ok, segundo item da lista confere. Acordava feliz porém cansada, dando mamá todo o tempo e nos primeiros 10 dias perdi 13 kg. Ok, terceiro item da lista... confere ?? Já imaginei que, sendo dessa forma, logo eu teria perdido de 80 a 100 kg só amamentando ! Que sonho de consumo não ?? Deveriam implantar aulas de amamentação nas academias, ia ter muito sucesso !!!
Pensei: legal, mais uns dias e serei magra como nunca !!! E dias foram, e dias vieram e... CADÊ VOCÊ MAGREZA ?? E a parte que eu piro é ver minhas amigas e primas que emagreceram muito mais do que o peso que ganharam na gestação (e dá vontade de esfregar o nariz delas num pudim de nutella) quando elas me dizem: Oh, o que eu faço ? Estou muito magra !! Sou a miss Etiópia !! Eu digo: Tá reclamando do quê minha filhaaaa ??
E aí... caí do cavalinho ! Odeio academia. Dieta eu até encaro, mas academia é o fim pra mim. E agora que eu encarnei a super mamãe dona de casa que sempre faz comida, e deixa a casa arrumada (tenta pelo menos) e passa roupa madrugada a fora... Onde vou arranjar energia pra academia se antes já não tinha nem pra descer o elevador e buscar a pizza ?
A novidade do momento é que, junto aos dois quilinhos que sobraram da gestação, chegou mais um !!! Ebaaa !!!!! Quantas séries de mamá eu tenho que fazer pra ser parte da estatística que amamentar emagrece ? Será que tenho que fazer 3 de 15 ??
Não, não são todas que viram Olívia Palito quando amamentam. Elas viram outros personagens como a Fiona ou a Glória do Madagascar (se você não sabe quem é essa então procura no Google Imagens que vai ser hilário). Descobri às duras penas. E esses dias chorando minhas lamúrias pra uma nutricionista ela me tranquilizou dizendo que praticamente todas as mulheres acumulam uma média de 2 kg por filho !!!! OMG!!!!!
Último item da lista: Ok, já manjei que nadica no universo me fará suuuuuper magra! Nem filhos !
E sorte sua minha amiga, que faz parte do grupo que vai comer meu pudim de nutella... hmmmmm
terça-feira, 29 de maio de 2012
Crescendo
Interessante como bebês crescem tão rápido !! Ainda mais para o pais que querem agarrar os pequeninos o dia todo como se não fossem nunca ganhar o mundo ! :)
Eu tenho a leve impressão de que essa sensação vai durar a vida toda, viu ?!
Pois bem, cada gritinho, cada olhar, cada sorriso, cada gesto significa um marco, um passo para a independência dos pequenos exploradores do mundo !
Aqui em casa chegou a minha vez de começar a introduzir alimentos na vida do bebezico. Quando ele nasceu parecia que iria demorar muuuuito tempo para esse dia chegar, e que eu iria amamentar eternamente. Sabe como funciona essa impressão a respeito das coisas ? Por um motivo ou outro não vou fazer a amamentação exclusiva com leite materno até o fim do sexto mês, mas já conseguimos uma vitória chegando ao final do quinto mês! E, de acordo com o pediatra, pouquíssimas pessoas chegam ao fim por que encontram diversos problemas no meio do caminho que as fazem optar pelas fórmulas lácteas garantindo o bem estar de seus pequeninos.
Mesmo antes de engravidar eu estava bem preparada pra levar adiante o máximo de tempo possível esse lance da amamentação exclusiva. Já tinha preparado minha mente para enfrentar os piores problemas que pudessem existir, mas tudo foi muito favorável e perfeito em meu ponto de vista. A pega foi boa, meu corpo resistiu bem, eu não me cansei tanto quanto imaginava que ia acontecer. Foi tão legal que acho que passou muito rápido e que foi pouco... rs
Estou agora testando mamadeiras, bicos, copos de treino... Já sei que não vamos ficar na mamadeira não...
Mas o que interessa é que hoje achei esse link super bacana que acabou coincidindo com o calendário da minha vida !
Dá uma passada lá !
https://www.dropbox.com/s/fb04yvc4sboz4bz/10%20Passos%20para%20uma%20alimenta%C3%A7%C3%A3o%20saud%C3%A1vel%20-%20menores%20de%20dois%20anos%202010%20-%20informacao%20para%20a%20familia.pdf

É uma cartilha do Ministério da Saúde super didática e com informações práticas que eu achei no www.cientistaqueviroumae.com.br e que fala justamente sobre essa transição da amamentação exclusiva para os alimentos. Cheeeeeia de dicas !
Agora que meu pequenininho está dando os primeiros sinais de que realmente está crescendo (e graças a Deus, né?) é só arregaçar as mangas e mãos às papinhas !!!
Eu tenho a leve impressão de que essa sensação vai durar a vida toda, viu ?!
Pois bem, cada gritinho, cada olhar, cada sorriso, cada gesto significa um marco, um passo para a independência dos pequenos exploradores do mundo !
Aqui em casa chegou a minha vez de começar a introduzir alimentos na vida do bebezico. Quando ele nasceu parecia que iria demorar muuuuito tempo para esse dia chegar, e que eu iria amamentar eternamente. Sabe como funciona essa impressão a respeito das coisas ? Por um motivo ou outro não vou fazer a amamentação exclusiva com leite materno até o fim do sexto mês, mas já conseguimos uma vitória chegando ao final do quinto mês! E, de acordo com o pediatra, pouquíssimas pessoas chegam ao fim por que encontram diversos problemas no meio do caminho que as fazem optar pelas fórmulas lácteas garantindo o bem estar de seus pequeninos.
Mesmo antes de engravidar eu estava bem preparada pra levar adiante o máximo de tempo possível esse lance da amamentação exclusiva. Já tinha preparado minha mente para enfrentar os piores problemas que pudessem existir, mas tudo foi muito favorável e perfeito em meu ponto de vista. A pega foi boa, meu corpo resistiu bem, eu não me cansei tanto quanto imaginava que ia acontecer. Foi tão legal que acho que passou muito rápido e que foi pouco... rs
Estou agora testando mamadeiras, bicos, copos de treino... Já sei que não vamos ficar na mamadeira não...
Mas o que interessa é que hoje achei esse link super bacana que acabou coincidindo com o calendário da minha vida !
Dá uma passada lá !
https://www.dropbox.com/s/fb04yvc4sboz4bz/10%20Passos%20para%20uma%20alimenta%C3%A7%C3%A3o%20saud%C3%A1vel%20-%20menores%20de%20dois%20anos%202010%20-%20informacao%20para%20a%20familia.pdf
É uma cartilha do Ministério da Saúde super didática e com informações práticas que eu achei no www.cientistaqueviroumae.com.br e que fala justamente sobre essa transição da amamentação exclusiva para os alimentos. Cheeeeeia de dicas !
Agora que meu pequenininho está dando os primeiros sinais de que realmente está crescendo (e graças a Deus, né?) é só arregaçar as mangas e mãos às papinhas !!!
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Minha história de criar com apego (Attachment Parenting)
Hoje posso dizer com certeza que o bichinho com o qual mais tenho me assemelhado é a borboleta. Acho que é o bichinho que mais traduz a beleza da transformação que o ser humano vive diariamente. E muita gente acha que é vergonhoso mudar seu pensamento hoje ou amanhã. Princípios e valores morais não devem ser alterados mesmo, mas nossa vida é repleta de pequenas decisões todos os dias que podem direcionar nosso futuro para aqui ou ali e eu me sinto muito feliz em dizer que eu mudo todos os dias buscando melhorar e criar um ambiente melhor ao meu redor.
Todos nós trazemos referências de pater/maternidade de nossa infância e de algumas construções à partir do convívio em sociedade. Antes de ser mãe de fato, a mãe que eu idealizava em mim era muito diferente. Era cheia de regras, regras duras, de limites, de espaços bem definidos de onde pisar. Como se fosse uma fórmula mágica !
Hoje eu só posso dizer: rá, rá, rá.... Aquele primeiro chorinho na maternidade já veio me "quebrando as pernas" e quase tudo aconteceu de um jeito que eu nem imaginava ! Quase tudo mesmo !!
Ainda me lembro, com muito arrependimento que, quando chegamos em casa já fui logo tentando treinar meu recém nascido de 5 dias a dormir sozinho, a não chorar fazendo manha, a não ficar muito no colo pra não mau acostumar, a mamar nos horários certos... Parece ridículo, não é ? Como uma criancinha de 5 dias fora da barriga vai entender tudo isso ? Ela não tá nem conseguindo entender o que está acontecendo pois, onde está aquele lugar quentinho e quietinho ? Por que eu consigo me esticar todo? Por que eu sinto frio e calor (quando será que ele vai aprender o que é frio e calor)? Existe uma avalanche de adaptações para esse mini ser humano em novas terras e eu preocupada com o horário de Brasília, é isso ?
Graças à Deus que toca o nosso coração na medida e hora certa. Como diz uma prima: A melhor apostila da mãe é a do coração. Aliado isso à quantidade de informações que hoje temos, a lagartinha começou a querer criar asas mais uma vez.
Comecei a perceber que, se meu pequeno bebezinho chora, é porque ele não está entendendo nada coitado ! Ele não sabe dizer: Ô dona, você que me guardava aí na sua barriga, façavor de me explica o que que é isso aqui ? Ele só sabe verbalizar chorando... você já tentou dizer algo à alguém que não quer te ouvir, seja no trabalho ou na família ? É horrível... E por que eu deveria submeter essa criaturinha indefesa a isso ?
Se eu já senti medo começando num trabalho novo e fiquei feliz em encontrar alguém conhecido, o que dirá meu bebezinho que está em um "país" totalmente diferente do que ele conhecia e que só conhece a mim e ao papai. Eu não devo então acalentá-lo ?
E outra, bebezinho chora... qual é o problema nisso, se não for um choro patológico?
Sempre quis muito manter amamentação exclusiva até os seis meses completos. E aprendi que a livre demanda é deixar o bebê sempre satisfeito e feliz. Muitos estudos mostram que, além dos benefícios físicos (nutrientes adequados, imunidade) a amamentação traz imensos benefícios emocionais e psíquicos. Ainda estamos no meio do caminho aqui e, por diversas razões, provavelmente eu terei que fazer a introdução de alimentos um pouco antes dos seis meses porém, estou decidida a viver a amamentação prolongada com o meu pequeno até o momento que julgarmos benéfico para os dois. Também sabemos que a amamentação prolongada continua dando imunidade à criança, que ela tem através do leite materno um alto percentual dos nutrientes necessários em sua dieta diária e é um contato que somente fortalecerá o vínculo e a certeza que a criança tem de que é cuidada e amada. Acho incômodo a facilidade que o mundo hoje ainda tem em não enxergar isso e desrespeitar quem zela por sua criança desse modo.
Descobri como é delicioso acordar ao lado do meu bebezinho e melhor ainda, é agora ser acordada por ele, com aqueles dedinhos gordinhos tentando abrir meus olhos pela manhã e me dando um baita sorriso com seus "dentinhos de gengiva" quando eu ainda estou bêbada de sono e só abri o olho um pouquinho. No começo estávamos muito rígidos quanto à esse compartilhamento de cama, mas hoje meu marido tem o maior prazer de aconchegar nosso bebezinho conosco. Meu pequeno já é bem espaçosinho e, quando "vamos mamar" deitados ele gosta de colocar suas pernas em cima das minhas e segurar minha mão. Quando estamos todos juntos, meu marido pode participar ativamente deste momento segurando as mãos do bebê e deixando que o pequeno apoie suas perninhas nele. Nada é mais delicioso !
Abracei com muita vontade também o uso do sling ! Assim nós podemos passear pra lá e pra cá com o meu pequeno sempre feliz e seguro perto da mamãe e até o papai se arrisca.
Também sou muito a favor do desenvolvimento da criança à partir da real interação dela com o mundo. Faço todo o possível pra entretê-lo com brincadeiras e brinquedos. Acho que a televisão ainda pode esperar e não acredito que o poder de qualquer ave com pequenas manchas no corpo seja maior do que o poder de uma mãe e um pai interagindo e auxiliando seu bebezinho a desenvolver-se. Tudo tem seu tempo.
Aqui em casa tem muitos sorrisos, abraços, beijinhos e, se precisamos falar sério, falamos com muito amor na voz e no olhar. Tem muitas brincadeiras, musiquinhas ao vivo, historinhas e oraçãozinha com o bebê. Ouço muito e vou repetir aqui: ninguém fica mimado, malcriado ou mau caráter por ter bastante amor !
Todas minhas atitudes, assim como todas as boas mães, são visando uma criação cheia de amor, onde consigamos ensinar respeito, hierarquia e disciplina em um lar com muito amor, cuidado, atenção e respeito ao bebê e suas necessidades que para nós são tão pequenininhas mas, para ele, é tudo o que há de conhecido.
Hoje eu sei falar um pouco de bebezinhos. Bebezinhos bem pequenos. E, como eu gosto de enfatizar, cada um tem o direito de acreditar e praticar aquilo que mais combina com seu modo de vida. Não sei como será com a próxima fase da infância do meu filho, mas eu espero continuar aprendendo, inovando o que há em mim no intuito de fazer o melhor por ele. Borboletas sempre são mais bonitas e mais úteis que lagartas. Amanhã pode ser que uma nova borboleta queira nascer.
E se você quer saber e ver mais sobre Criar com Apego, pode fazer uma busca rápida na internet e vai achar muita coisa legal. Inclusive no http://www.cientistaqueviroumae.com.br/ que foi quem organizou na data de hoje a blogagem coletiva sobre o tema. O que eu escrevi hoje é apenas um pouquinho do universo que bate à nossa porta e à porta dessa nova geraçãozinha que vem chegando por aqui.
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