Cada vez me sinto mais na contramão do mundo.
Será que é o mundo que está mudando ou sou eu? Sei que eu mudo a cada dia e o mundo também, e eu gosto disso. Acredito que a cada amanhecer somos uma pessoa nova.
Muitas vezes penso que, voltar pro simples e pro natural faz mais sentido a cada dia.
Percebi que meus textos e minhas filosofias da rotina de mãe, de mulher, de ser humano foram se esgotando pouco a pouco depois que voltei a trabalhar ao fim da licença maternidade do meu menininho que hoje tem quatro anos.
Percebi o quanto é difícil equilibrar a mulher mãe com a mulher profissional, com a mulher mulher. O tempo em que hoje vivemos, as pessoas e as organizações exigem tanto de você que o você quase some... fica somente uma pequena fagulhazinha lá no fundo da caverna que não percebe que está morrendo e, se percebe, não tem forças pra lutar e pra reacender.
Somos engolidos pelos modos e costumes, pelos padrões, pelos queros, pelos egos, pelos precisos, pelas modas. Não digo que tudo isso não seja importante e gostoso, o problema é que não temos medida pra deixar isso acontecer. Preferimos ficar doentes com mais do que felizes com menos.
Esses dias vi um meme de facebook e até repliquei, dizendo que nenhum CNPJ vale um avc. E não vale mesmo. Vale perder a comemoração de familia ? Vale perder a reunião escolar ? Vale deixar o filho com febre na escola um pouquinho mais pra terminar a tarefa ? Vale desmarcar o médico por causa da reunião que a empresa marcou ? Vale perder horas e horas de vida pra chegar num local mais longe de trabalho num cargo melhor ? Vale perder o evento da igreja porque chegou uma demanda de última hora ? Vale ?
Prego pelo equilíbrio e pelo respeito ás prioridades. Acho bom e saudável produzir, ver os frutos do seu trabalho e ver sua utilidade pros outros e pra sociedade, contribuir com o orçamento do lar... mas sonho com o dia em que eu e você conseguiremos nos respeitar e fazer valer nossas prioridades. Resgatar os prazeres nas coisas bem simples e fazer delas nossa rotina.
Que eu consiga me resgatar e você também!
Mamãe Sim !!
Conheça as aventuras de uma mamãe como você!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Na contramão
Marcadores:
mãe que trabalha,
prioridade da vida,
separação,
transformação
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Mito Quantidade x Qualidade
Esse texto escrevi em 20/03/2013 e só agora estou publicando... sem querer combinou com o que eu escrevi hoje e vou publicar em breve...
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Há muitos meses atrás eu comecei a escrever esse texto. Na verdade não comecei a
escrevê-lo mas comecei a desenhá-lo em minha mente. E nesse dia eu estava
batendo perna pela cidade com a cria dormindo no sling. Tipo de passeio que eu
acho uma delícia até umas duas horas de duração porque depois disso ninguém
merece o peso !!
Pois
bem, estava a rua, eu, a cria, o sling, a mente fervendo e meu celular. Lógico
que tive a brilhante idéia de narrar meus pensamentos ao gravadorzinho do
celular. Depois ficaria muito fácil transcrever. Até fiz a narração, mas como
meu celular sofreu um acidente, mais propriamente deu um “PT sanitário” vou ter
que resgatar tudo outra vez. Mas não faz mal. É exercício !
O
assunto desse dia, retornou há alguns dias atrás em discussão com as minhas
amigas mamães e, por isso, resolvi desenlatar os pensamentos e registrar o meu
protesto ao cosmos ou a sei lá quem.
A
questão para mim é clara: EU NÃO ACREDITO NO MITO: QUALIDADE COMPENSA
QUANTIDADE.
Poderia
finalizar o post aqui. Pra mim estaria claramente explicado e bem definido. Não
existe matemática no universo que faça compensar com qualidade todo o tempo que
não podemos dedicar aos filhos e à família. O que acontece é que, por não poder
dedicar o tempo que eu gostaria, vou ter que fazer mais do que o meu melhor no
pouco tempo que terei para tentar fazer valer a pena.
Algumas
situações nós vivemos porque provocamos intencionalmente, outras porque não
pensamos e outras porque simplesmente acontecem e não dá para evitar (acredito
que essas sejam a minoria). Eu sei que vivo este meu dilema do falso mito, não
digo nem por falta de planejamento, mas porque minha espada justiceira não deu-me
a visão além do alcance antes que eu tomasse minha decisão por ter filhos. Sim,
eu acreditava que ter filhos seria como deixar o vestido na lavanderia de manhã
e buscar no final da tarde, bem limpinho e cheirosinho. Acreditava que ter
filhos seria como criar peixinho beta que você alimenta uma vez de manhã e lava
o aquário uma vez por semana. E tanto no caso do vestido quanto do peixinho
você não passa o dia no seu trabalho pensando “Será que o peixinho está feliz?
Será que sua água está gostosa?” ou então “ Será que estão lavando o meu
vestido com sabão para roupas delicadas ? será que vão enxaguar com amaciante que
tem cheirinho de flores do campo?” E em nenhum momento você tem vontade de
ligar pro homem da lavanderia, ou de sair correndo na hora do almoço pra olhar
o vestido um pouquinho... É difícil explicar esse troço estranho que acontece
com você. Como é que ferve tudo dentro do seu coração. O que é que aquele meio
metrinho de gente faz quando vem pro lado de fora da barriga é algo
absurdamente louco !!! E não somente o que eles fazem, mas a sabedoria divina e
da natureza que aguçam em nós esse super senso de preocupação e abnegação nas
mães e nos pais justamente porque ali está um ser humano totalmente indefeso e
dependente.
Para
pessoas como eu, que gostam de ter certo controle sobre tudo o que, o status de
“família aumentou” vem derrubando muitos paradigmas e me ensinando a viver de
um modo diferente, onde há mais entrega do que jamais houve em sua vida.
Isso
tudo me faz crer que a quantidade de tempo merece muita atenção. Você consegue
correr dez voltas no parque em meia hora. É fato que você não consegue correr
as dez voltas em 10 minutos. Se você correr apenas três voltas bem corridinhas
em dez minutos, com o melhor tênis e a melhor malha para a prática de esportes,
o melhor isotônico em mãos terá o mesmo resultado ? Pense... A vida é assim.
Obviamente
incomoda que eu me levante de manhã e, preocupada com o horário do trabalho, tenha
que acordar a criança que ainda dorme muito profundamente e de forma relaxada.
Incomoda chegar em casa com ele e ver que tenho o tempo cronometrado para
trocar, brincar, dar o jantar, dar banho e fazer mais alguma coisinha antes que
o sono dele venha como um vento forte lá pelas 20:30h. Incomoda que ele aprenda milhões
de coisas durante o dia e que eu só descubra isso 5 dias depois. Incomoda muito ver que
isso é mais normal e mais exigido pela sociedade e pelo mundo atual do que deveria.
Hoje eu me exercito de forma a tentar aceitar a minha realidade, me esforçar para aprimorar o que eu consigo fazer e buscar derrubar o mito dentro da minha própria casa.
Hoje eu me exercito de forma a tentar aceitar a minha realidade, me esforçar para aprimorar o que eu consigo fazer e buscar derrubar o mito dentro da minha própria casa.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Minha Gestação V
Coisas incríveis acontecem por pura coincidência, acaso, providência ou sei lá o que !
Hoje acordei muito decidida a escrever de novo e deixar alguns registros no meu bloguezinho. Há muito tempo não entrava aqui e... qual não foi a minha surpresa quando vi que exatamente HOJE decidi escrever, ou seja, depois de um ano da minha última postagem e exatamente com a inspiração da parte V da história... Coisa de doido, não ?
Não sei se vou publicar hoje, mas que vou escrever, isso vou !
Gosto muito da ideia de parto humanizado. Gosto não. Acredito que não há outra opção. Gostaria muito que meu filho tivesse nascido em condições contrárias àquelas milimetricamente controladas que ele nasceu e, na última semana estive lendo algumas coisas que mexeram comigo.
Pois bem, meu bloguezinho é mais um blog de desabafos do que um blog com objetivo de causar comoção social e talz. Mas o legal é eternizar seus pensamentos e sentimentos. A vida é tão agitada que às vezes você não tem tempo pra notar as transformações em você mesma.
Lendo o último texto pude notar que fiquei sim muito feliz pela chegada do meu filho, mas que hoje, dois anos depois, continuo sentindo-me absolutamente traída e injustiçada por não ter tido o direito de escolha. Inclusive agora, enquanto escrevo, não consigo conter as lágrimas... Não sei se foi somente agora que aceitei ou entendi o tamanho da minha frustração ou se somente agora, dois anos depois, tive vontade de chorar copiosamente por isso.
Todo mundo tem direito a opiniões e escolhas. E minha opinião é que Deus dá exatamente o que precisamos. Se nascer do modo que a natureza manda não fosse plano divino ele teria dado à Adão um bisturizinho e dito: esse aqui é pra hora dos partos da Eva. Na hora você vai saber o que fazer, caro Adão. Está bem afiado. Boa sorte !
EU NÃO ACREDITO QUE PRECISEI DE INTERVENÇÃO CIRÚRGICA E PONTO! Sempre é preciso estudar um pouco mais, mas aparentemente tinha todas as condições perfeitas para parir meu filho. Exatamente do modo que havia me preparado por mais de nove meses. Muuuuito antes de engravidar eu já havia tomado a decisão. E ouvi piadas e gracejos de médicos, enfermeiros e pessoas próximas durante a gestação toda. Mas uma decisão não se muda assim. Ouvi desde o nenê é muito grande e você não tem passagem (essa é a primeira pilhéria mais comum na ala técnica) até você é muito mole e jamais vai aguentar uma dor de parto (essa é a primeira pilheria da ala "nada a ver"). O fato é que ignorei esse povo todo que é muito sem noção, me preparei para aguentar quanto fosse em trabalho de parto. Orei dia após dia para estar em condições de parir meu filho da forma mais natural possível e, quando cheguei no hospital com 7 dedos de dilatação eu chorei de felicidade, sabe ? Por que parecia que ia acontecer. Quando a médica chegou eu já estava com 10 dedos.Não foi justo... Minha bolsa ainda não havia estourado mas eu sabia que ia acontecer. Estava lutando, sem analgesia, como eu queria... Ninguém tinha o direito de desviar meu curso.
Eu amei toda a atenção que ganhei no meu pré natal. A médica foi cuidadosa, atenciosa e, tenho certeza que se fosse realmente necessária uma intervenção cirúrgica ela seria a pessoa mais adequada. Inclusive no meio do pré natal eu mudei de médica visto que a primeira era totalmente inexperiente, cesarista e não me transmitiu um pingo de confiança quanto à habilidade técnica e respeito ao ser humano. Tentei fugir e acreditava que havia dado certo.
Isso não é normal. E chorando nesse momento eu me lembro. Subiram em cima de nós, empurraram meu bebê com uma força descomunal pra ele sair, me chacoalharam pra tirar ele da minha barriga, me amarraram os braços, vi meu bebe alguns segundo quando ele nasceu e em meio às lágrimas pedi pro meu marido ir atrás dele. Eu fiquei com uma baita reação alérgica a um dos medicamentos e tive que ficar algumas horas em observação pois estava vermelha e com brotoejas pelo corpo todo. E enfia-se cano daqui e dali no pobrezinho, em meio a um monte de luzes fortes onde está mais do que óbvio que não são saudáveis pra quem acabou de sair de um lugar bem escurinho que esteve por nove meses.
Até hoje não tenho noção de quanto tempo dormi com os antialérgicos antes de ir pro quarto. Sei que horas depois eu pude ver e pegar o meu pequenino já todo cheio de roupas e "cuidados médicos necessários". E tudo porque eu tinha dilatação total quando a médica chegou mas o bebê não estava coroado já saindo sozinho é que eu precisei fazer uma cesárea ? É DESUMANO (poderia ser criminoso) desrespeitar o estado emocional frágil de uma parturiente.
E a cicatriz sinceramente não me incomoda. Me incomoda o tanto que parece que fui costurada de qualquer jeito. E isso mais pelo "ser mais uma na mesa" do que pela marca em si. Só a menciono porque faz parte da cena.
E o que me fez chorar e repensar mais um vez foi ler sobre VBAC (Vaginal Birth After Cesarean, em inglês) e pensar: Meu Deus... as pessoas trazem uma possibilidade real de problema na vida do outro por simplesmente terem criado e feito você acreditar que houvesse um real problema. Eu sei que, se um dia eu engravidar novamente, um VBAC pode sim ter sucesso, mas já temos pelo menos um ponto de controle a mais.
Tudo o que diz respeito ao nascimento de um filho deve te fazer chorar de alegria somente. Não deveria existir NADA que te provocasse essa sensação de impotência, de pequenez. Esse inconformismo que não pode ser corrigido, que não pode ser retrocedido. Essa sensação de injustiça.
Nós crescemos bastante com nossa experiências. E às vezes a experiência do outro não te faz aprender porque você não tem empatia o suficiente pra sofrer com o outro como se estivesse acontecendo com você.
Quero conseguir deixar de lado essa parte que faz doer meu coração a respeito do nascimento do meu filho. Se um dia eu tiver uma nova oportunidade já terei aprendido melhor o que dizer e não terei dúvida do que fazer.
E assim a vida segue. E tenho um tesouro rico, loiriiiinho, sorridente, inteligente, saudável, sapeca que faz tudo isso ficar pra trás a cada gargalhada, pulo, pedido de colo ou chorinho de manha que ele dá. Ver ele dormindo aqui ao meu lado faz tudo parecer pequeno. E é exatamente isso que me faz ver a perfeição de Deus em nossa vida.
E ponto final.
E publiquei...
Hoje acordei muito decidida a escrever de novo e deixar alguns registros no meu bloguezinho. Há muito tempo não entrava aqui e... qual não foi a minha surpresa quando vi que exatamente HOJE decidi escrever, ou seja, depois de um ano da minha última postagem e exatamente com a inspiração da parte V da história... Coisa de doido, não ?
Não sei se vou publicar hoje, mas que vou escrever, isso vou !
Gosto muito da ideia de parto humanizado. Gosto não. Acredito que não há outra opção. Gostaria muito que meu filho tivesse nascido em condições contrárias àquelas milimetricamente controladas que ele nasceu e, na última semana estive lendo algumas coisas que mexeram comigo.
Pois bem, meu bloguezinho é mais um blog de desabafos do que um blog com objetivo de causar comoção social e talz. Mas o legal é eternizar seus pensamentos e sentimentos. A vida é tão agitada que às vezes você não tem tempo pra notar as transformações em você mesma.
Lendo o último texto pude notar que fiquei sim muito feliz pela chegada do meu filho, mas que hoje, dois anos depois, continuo sentindo-me absolutamente traída e injustiçada por não ter tido o direito de escolha. Inclusive agora, enquanto escrevo, não consigo conter as lágrimas... Não sei se foi somente agora que aceitei ou entendi o tamanho da minha frustração ou se somente agora, dois anos depois, tive vontade de chorar copiosamente por isso.
Todo mundo tem direito a opiniões e escolhas. E minha opinião é que Deus dá exatamente o que precisamos. Se nascer do modo que a natureza manda não fosse plano divino ele teria dado à Adão um bisturizinho e dito: esse aqui é pra hora dos partos da Eva. Na hora você vai saber o que fazer, caro Adão. Está bem afiado. Boa sorte !
EU NÃO ACREDITO QUE PRECISEI DE INTERVENÇÃO CIRÚRGICA E PONTO! Sempre é preciso estudar um pouco mais, mas aparentemente tinha todas as condições perfeitas para parir meu filho. Exatamente do modo que havia me preparado por mais de nove meses. Muuuuito antes de engravidar eu já havia tomado a decisão. E ouvi piadas e gracejos de médicos, enfermeiros e pessoas próximas durante a gestação toda. Mas uma decisão não se muda assim. Ouvi desde o nenê é muito grande e você não tem passagem (essa é a primeira pilhéria mais comum na ala técnica) até você é muito mole e jamais vai aguentar uma dor de parto (essa é a primeira pilheria da ala "nada a ver"). O fato é que ignorei esse povo todo que é muito sem noção, me preparei para aguentar quanto fosse em trabalho de parto. Orei dia após dia para estar em condições de parir meu filho da forma mais natural possível e, quando cheguei no hospital com 7 dedos de dilatação eu chorei de felicidade, sabe ? Por que parecia que ia acontecer. Quando a médica chegou eu já estava com 10 dedos.Não foi justo... Minha bolsa ainda não havia estourado mas eu sabia que ia acontecer. Estava lutando, sem analgesia, como eu queria... Ninguém tinha o direito de desviar meu curso.
Eu amei toda a atenção que ganhei no meu pré natal. A médica foi cuidadosa, atenciosa e, tenho certeza que se fosse realmente necessária uma intervenção cirúrgica ela seria a pessoa mais adequada. Inclusive no meio do pré natal eu mudei de médica visto que a primeira era totalmente inexperiente, cesarista e não me transmitiu um pingo de confiança quanto à habilidade técnica e respeito ao ser humano. Tentei fugir e acreditava que havia dado certo.
Isso não é normal. E chorando nesse momento eu me lembro. Subiram em cima de nós, empurraram meu bebê com uma força descomunal pra ele sair, me chacoalharam pra tirar ele da minha barriga, me amarraram os braços, vi meu bebe alguns segundo quando ele nasceu e em meio às lágrimas pedi pro meu marido ir atrás dele. Eu fiquei com uma baita reação alérgica a um dos medicamentos e tive que ficar algumas horas em observação pois estava vermelha e com brotoejas pelo corpo todo. E enfia-se cano daqui e dali no pobrezinho, em meio a um monte de luzes fortes onde está mais do que óbvio que não são saudáveis pra quem acabou de sair de um lugar bem escurinho que esteve por nove meses.
Até hoje não tenho noção de quanto tempo dormi com os antialérgicos antes de ir pro quarto. Sei que horas depois eu pude ver e pegar o meu pequenino já todo cheio de roupas e "cuidados médicos necessários". E tudo porque eu tinha dilatação total quando a médica chegou mas o bebê não estava coroado já saindo sozinho é que eu precisei fazer uma cesárea ? É DESUMANO (poderia ser criminoso) desrespeitar o estado emocional frágil de uma parturiente.
E a cicatriz sinceramente não me incomoda. Me incomoda o tanto que parece que fui costurada de qualquer jeito. E isso mais pelo "ser mais uma na mesa" do que pela marca em si. Só a menciono porque faz parte da cena.
E o que me fez chorar e repensar mais um vez foi ler sobre VBAC (Vaginal Birth After Cesarean, em inglês) e pensar: Meu Deus... as pessoas trazem uma possibilidade real de problema na vida do outro por simplesmente terem criado e feito você acreditar que houvesse um real problema. Eu sei que, se um dia eu engravidar novamente, um VBAC pode sim ter sucesso, mas já temos pelo menos um ponto de controle a mais.
Tudo o que diz respeito ao nascimento de um filho deve te fazer chorar de alegria somente. Não deveria existir NADA que te provocasse essa sensação de impotência, de pequenez. Esse inconformismo que não pode ser corrigido, que não pode ser retrocedido. Essa sensação de injustiça.
Nós crescemos bastante com nossa experiências. E às vezes a experiência do outro não te faz aprender porque você não tem empatia o suficiente pra sofrer com o outro como se estivesse acontecendo com você.
Quero conseguir deixar de lado essa parte que faz doer meu coração a respeito do nascimento do meu filho. Se um dia eu tiver uma nova oportunidade já terei aprendido melhor o que dizer e não terei dúvida do que fazer.
E assim a vida segue. E tenho um tesouro rico, loiriiiinho, sorridente, inteligente, saudável, sapeca que faz tudo isso ficar pra trás a cada gargalhada, pulo, pedido de colo ou chorinho de manha que ele dá. Ver ele dormindo aqui ao meu lado faz tudo parecer pequeno. E é exatamente isso que me faz ver a perfeição de Deus em nossa vida.
E ponto final.
E publiquei...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Minha Gestação IV
A médica então chegou, me examinou e a bolsa não tinha estourado ainda e ela me disse que o nenê não estava na posição de encaixe de costume... Enfim, nessa hora ela sugeriu a analgesia, que foi feita, e então estouramos a bolsa mecanicamente. E saiu aquela aguaceira cheia de mecônio, bem escurinha. Ela disse que ainda assim o nenê não estava encaixado para começarmos a fazer força e que devido também à quantidade de mecônio teríamos que realizar uma cesárea. OMG !!! Tudo o que eu não queria .... E o medo de insistir e dar uma zica ??? O que você faria ?? Eu aceitei, oras ...
Aí foi rapidinho. Puxa pano daqui e dali, corta daqui e dali, empurra daqui e dali e às 08:24h do dia 05/12 eu ouvi dois chorinhos: do meu bebê pela primeira vez do lado de fora da barriga e do meu marido que não saíra do meu lado um minutinho e que, assim como eu, naquela hora já não se aguentava mais de emoção !
Esse é um momento especialmente mágico... Incrível como não esqueço do cheirinho do nenê quando ele nasceu... Da sua carinha ainda meio azulada, seu cabelinho todo engruvinhadinho, um monte de bochecha.
Mais impagável do que isso é ver que o nenê está aos berros e quando você fala: "Oi meu amor, é a mamãe, tudo bem ?" ele fica em silêncio na hora... Bem quietinho virando a cabeça pra achar de onde vem a sua voz... Isso não tem preço, não dá pra retratar e nem descrever com palavras. É algo extraordinário. É divino. É a certeza de que isso tudo é tão maravilhoso que só pode ter sido ideia de Deus mesmo, nos deixar viver momentos tão sublimes.
Depois disso o bebê foi pro seu primeiro banho dado pelo meu marido, eu tive uma pequena reação alérgica à medicação e fiquei em observação por um tempinho antes de ir para o quarto com o meu pequenino.
Outra coisa muuuito gostosa foi ver o pessoal presente na maternidade, mesmo tão cedinho. Meus pais e meu irmão, minha sogra, meus cunhados e sobrinhos, meus dois amigos que estiveram à noite em casa mal cochilaram e já estavam bem cedinho na maternidade acompanhando o primeiro banho do bebê. E ao longo do dia um monte de amigos, visitas deliciosas e carinhosas e até um amiguinho do meu bebê que nasceria 5 dias depois. E meu bebezinho recém saído da barriga conhecia ali seu primeiro amiguinho prestes a sair da barriga. rsrs
Tudo nesses momentos mágicos não tem preço. Não tem preço pegar o pequeno. E eu que não havia segurado um bebê recém nascido durante toda a minha vida (com exceção da Isa, quinze dias antes) parecia que era mestre na arte de segurar nenezinhos, de amamentar, de cuidar, de embalar, de esmagar de tanto dar beijinhos.
Como Deus é perfeito... Ele traz à tona em você habilidades e instintos de mãe instantaneamente. Coisas que você só vê na sua mãe e pensa que jamais vai conseguir ter algo parecido. E, de repente, está você ali, experimentando ser mamãe com muita graça e leveza. Dá pra ver a perfeição de Deus naquela criaturinha pequena e indefesa sabendo já qual é a sua principal atividade: mamar. E abrindo direitinho aquela mini boquinha, com os mini dedinhos... É im-pá-gá-vel. Eu agradeço a Deus todos os dias por ter tido essa oportunidade tão preciosa de me tornar mãe desta forma.
E naquele dia é bem verdade que nasceu um bebê e com ele uma mamãe e um papai. Todo o mundo novo, toda explosão de sentimentos, toda a montanha-russa de pensamentos, toda a inter dependência que existe entre nenê e mamãe é algo que por mais que passem as décadas, não dá pra apagar do coração e da mente. São lembranças constantemente vivas dentro da gente.
E outra coisa interessante é que me lembro do meu trabalho de parto com muita saudade. As dores da contração não são o foco, elas são secundárias naquele momento. E acho que sinto tanta saudade porque gostaria muito de ter ido até o fim conforme o protocolo da natureza. Não me sinto culpada, mas ainda hoje resta um pouquinho de frustração por ter vivido uma situação adversa que não contribuiu para o meu parto normal. Claro que fico muitíssimo feliz por ter dado tudo certo comigo e com o bebezinho. Por ele não ter aspirado nem engolido o líquido com mecônio, por tudo ter sido feito dentro do tempo da natureza ainda assim. E penso também que se um dia eu me arriscar nessa aventura de novo que vou idealizar da mesma forma, mas agora serei bem sabida no assunto de contrações e o mundo ficará menos dolorido ! rsrs
Ah, que dia especial... Todas nós temos histórias diferentes e, não importa como aconteceu a maternidade na sua vida, todas são especiais. Separe um tempinho para relembrar esses momentos tão lindos e vindos de Deus você que já os viveu e você, que pelo motivo que seja não tenha vivido essa experiência, eu te convido a, quem sabe, ler um pouquinho mais desses textos melosos de uma mamãe ainda deslumbrada e conhecer um pouquinho mais desse mundo estranho e adorável.
Hoje não consigo mais pensar em história nenhuma sobre a minha gestação para começar a escrever o capítulo V pois estou aqui inspiradamente suspirando por viver tanto amor dentro de um lar só.
Marcadores:
amamentação,
cesarea,
Deus,
gestação,
gratidão
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Minha Gestação III
Acho que vou aproveitar para falar mais um pouquinho mais sobre a minha gestação, já que me peguei meio nostálgica...
Na verdade eu sempre sinto saudade dos últimos momentos da gestação que foram como uma deliciosa aventura para mim !!!
Antes de engravidar eu já tinha definido de forma muito clara que gostaria muito que meu filho nascesse por parto e não intervenção cirúrgica e gostaria de amamentar exclusivamente até os seis meses. Então comecei a ler, fuçar daqui e dali, buscar informação e mergulhei num mundo muito cativante e delicioso. O qual amei e me identifiquei muito.
Estudei bastante sobre o trabalho de parto, sinais, duração, li mil casos e me preocupava muito com dois fatores sobre o trabalho de parto: Primeiro: Eu saberia identificar os sinais ? Segundo: Quanto tempo duraria meu trabalho de parto ?
Toda aquela ansiedade final descrita no texto anterior misturada com uma tonelada de informações quase me fizeram pirar. Desde histórias onde a mulher quase não nota que está em TP (trabalho de parto) e quase pari a criança enquanto toma seu lanche da tarde até aquelas que simplesmente não entram em TP e o bebê já está de 42 semanas.
De qualquer forma, desde o início, ao ler tantos relatos de histórias lindas de nascimentos, vi que muitas mulheres chegavam a ficar até 36 horas em TP, respirando controladamente, andando, fazendo exercício naquelas bolonas, recebendo massagens, ficando na água quente... Tudo á espera do herdeiro. Me convenci que era melhor eu me preparar psicologicamente para aguentar 3 dias ininterruptos de uma dor totalmente desconhecida. Afinal, você só conhece o seu limite quando chega até ele.
Bem, depois do almoço na casa da minha mãe, da mini aventura no mercado e da minha sandália tipo crock sem a palmilha, viemos para casa eu e meu marido, subimos as comprinhas, ambos exauridos pelo calor e por tudo que estava acontecendo. Decidi que deixaríamos as sacolinhas com as compras ali na cozinha mesmo e que na segunda feira pela manhã eu guardaria tudo pois o cansaço era enorme. E a todo tempo eu só conseguia pensar: quanto tempo mais eu vou aguentar ficar com essa barriga esticada que parece que vai estourar, com esse peso todo, com essas noites todas mal dormidas e com esse cansaço todo ? As vezes me dava vontade de chorar de agonia...
Depois de um banho relaxante e, nessa altura do campeonato eu só tomava banho sentada no banquinho, recebemos a visita de dois amigos muito queridos, a Rafa e o Gu pra um papo gostoso, e como o Gu é famoso por ser espoleta quando criança sempre rolava uma piadinha no sentido de que ele estaria mandando vibrações de "espuletisse" (que já parecem estar dando certo) pro meu bebê na barriga rsrs... e, depois da visitinha fomos nos deitar. Isso deveria ser por volta das 23 horas....
Às 03 da manhã exatamente acordei com um pequenino mal estar pensando que algo que havia comido me fizera mal. Fui ao banheiro e me deitei de novo. Após alguns minutos o mesmo mal estar. Novamente me levantei fui ao banheiro e quando voltei pro quarto pensei: Serão essa dorzinhas, contrações? O coração acelerou um pouco... Peguei o relógio e comecei a contar. As dores vinham fraquinhas a cada 5 ou 6 minutos. Vinham das costas pra frente, como se fosse uma cólica mesmo... Depois de uma meia hora começou a apertar um pouco, então decidi que era hora de acordar o marido e pedir para ele conferir a contagem dos intervalos para mim. Eu sempre o avisava de que ele somente seria acordado por mim durante a madrugada quando fosse papo sério. Ele contou e o intervalo das dores e era de 5 minutos em média. Contamos a duração da contração e elas estavam com 1 minuto a 1 minuto e meio de duração. Fiquei muito feliz e disse: Levanta e vamos pro hospital já !
Inventei de tomar banho de novo, afinal as malas estavam todas arrumadas sei lá desde quando e não tinha muito o que fazer naquela hora. E foi no meio do banho, com condicionador no cabelo que veio a primeira contração que me disse: "Querida... vai logo, você está tendo um bebê!" Achei que não conseguiria acabar o banho, mas mal sabia eu que elas ainda estava fracas. Á partir desse momento comecei a fazer as coisas somente nos intervalos das contrações. Me vestia um pouco, parava para respirar, penteava o cabelo um pouco, parava para respirar, coordenava o marido com as bugigangas que levaríamos para hospital, parava para respirar e assim foi....
Toda aquela tralha em cima da mesa, o marido andando pra lá e pra cá tentando parecer o ser humano mais calmo do mundo e eu lembrando de tudo o que deveria ser levado conosco para o hospital em meio às dores de uma parturiente totalmente sem experiência.
Tudo pronto ? Vamos tirar a última foto ao lado da árvore de natal, com aquele imenso barrigão, claro que isso no intervalo das contrações. Ah, o marido teve a brilhante ideia de filmar nossa aventura. Na hora confesso que só achava a ideia boa quando não tinha dores, do contrário eu tinha vontade de jogar a filmadora pela janela. Mas hoje é o registro mais legal que temos desse dia !!! Realmente a ideia do meu marido foi brilhante como sempre !!!
E toca descer elevador filmando, toca esquecer a porta de casa aberta, toca esquecer lembrancinha em casa e voltar pra pegar, toca ligar pros pais (logo mais avós) e mandar mensagem pras amigas avisando que estava indo para o hospital naquela hora, toca ligar pra médica. Isso às 04:30 da matina.
Uma dica importante para você, gravidinha prestes a se tornar parturiente: Você vai ficar na maternidade no máximo 3 dias, então não precisa levar tantas bagagens como se fosse passar um mês em Londres, ok ? A medida para você saber se exagerou um pouco é quando seu marido, que já vai ter que dirigir apavorado, não consegue ver o vidro traseiro por causa de tanta bugiganga que você inventou de socar no porta malas. Então,reduza a quantidade de "malinhas necessárias".
Trânsito e mais trânsito, numa segunda feira de dezembro de madrugada, dá pra acreditar ? E eu, totalmente inexperiente no assunto, comecei a descontrolar a respiração conforme as dores apertavam pois fui ficando desesperada... Perdi totalmente o controle do negócio. A cada contração eu ouvia meus ossos pélvicos estralarem fazendo "creck, creck, creck" e a sensação de que minha coluna e minha bacia se abriam um pouco mais a cada 2 minutos. Por isso a minha dica mais preciosa para você gravidinha prestes a se tornar parturiente: Não se desespere !! Controle a sua respiração mais do que tudo !!! Essa é a sua prioridade !!!
E vivi aqueles momentos sempre naquele super esquema de Sem dores = pessoa simpática, alegre, fofinha e fantástica. Com dores = pessoa que fura faróis, se contorce, dá grunhido horríveis no carro e acha que o bebê vai nascer no banco da frente. Isso o caminho todo com intervalos de 2 minutos até chegar no hospital.
Chegando lá, eu morrendo de dores, parecia uma eternidade. Estava tentando ser forte para não pedir analgesia, pois idealizei meu parto assim e apesar das contrações tudo estava acontecendo como eu desejara e eu chorava de felicidade ao pensar nisso. Às 7 da manhã, em meio aos cardiotocos (pra que fazer exame nessa hora meu Deus?? Já não bastava toda minha dilatação e todas as minhas dores ???) eu já tinha 8 centímetros de dilatação, me colocaram na banheira para aguardar a médica chegar, e junto com o meu marido uma enfermeira fantástica ficou me fazendo companhia. Pessoa doce, calma e confiante perfeita para esse trabalho, ficou me ajudando a respirar corretamente e relaxar até a médica chegar, que foi super rápida por sinal. Pena não ter alguém assim para acalentar os papais... Mas esse momento na banheira, com a luz fraca, água quentinha com jatinhos de hidromassagem batendo nas costas e na barriga, respirando profunda e corretamente, em perfeita paz... foi impagável... maravilhoso...
Continua...
Na verdade eu sempre sinto saudade dos últimos momentos da gestação que foram como uma deliciosa aventura para mim !!!
Antes de engravidar eu já tinha definido de forma muito clara que gostaria muito que meu filho nascesse por parto e não intervenção cirúrgica e gostaria de amamentar exclusivamente até os seis meses. Então comecei a ler, fuçar daqui e dali, buscar informação e mergulhei num mundo muito cativante e delicioso. O qual amei e me identifiquei muito.
Estudei bastante sobre o trabalho de parto, sinais, duração, li mil casos e me preocupava muito com dois fatores sobre o trabalho de parto: Primeiro: Eu saberia identificar os sinais ? Segundo: Quanto tempo duraria meu trabalho de parto ?
Toda aquela ansiedade final descrita no texto anterior misturada com uma tonelada de informações quase me fizeram pirar. Desde histórias onde a mulher quase não nota que está em TP (trabalho de parto) e quase pari a criança enquanto toma seu lanche da tarde até aquelas que simplesmente não entram em TP e o bebê já está de 42 semanas.
De qualquer forma, desde o início, ao ler tantos relatos de histórias lindas de nascimentos, vi que muitas mulheres chegavam a ficar até 36 horas em TP, respirando controladamente, andando, fazendo exercício naquelas bolonas, recebendo massagens, ficando na água quente... Tudo á espera do herdeiro. Me convenci que era melhor eu me preparar psicologicamente para aguentar 3 dias ininterruptos de uma dor totalmente desconhecida. Afinal, você só conhece o seu limite quando chega até ele.
Bem, depois do almoço na casa da minha mãe, da mini aventura no mercado e da minha sandália tipo crock sem a palmilha, viemos para casa eu e meu marido, subimos as comprinhas, ambos exauridos pelo calor e por tudo que estava acontecendo. Decidi que deixaríamos as sacolinhas com as compras ali na cozinha mesmo e que na segunda feira pela manhã eu guardaria tudo pois o cansaço era enorme. E a todo tempo eu só conseguia pensar: quanto tempo mais eu vou aguentar ficar com essa barriga esticada que parece que vai estourar, com esse peso todo, com essas noites todas mal dormidas e com esse cansaço todo ? As vezes me dava vontade de chorar de agonia...
Depois de um banho relaxante e, nessa altura do campeonato eu só tomava banho sentada no banquinho, recebemos a visita de dois amigos muito queridos, a Rafa e o Gu pra um papo gostoso, e como o Gu é famoso por ser espoleta quando criança sempre rolava uma piadinha no sentido de que ele estaria mandando vibrações de "espuletisse" (que já parecem estar dando certo) pro meu bebê na barriga rsrs... e, depois da visitinha fomos nos deitar. Isso deveria ser por volta das 23 horas....
Às 03 da manhã exatamente acordei com um pequenino mal estar pensando que algo que havia comido me fizera mal. Fui ao banheiro e me deitei de novo. Após alguns minutos o mesmo mal estar. Novamente me levantei fui ao banheiro e quando voltei pro quarto pensei: Serão essa dorzinhas, contrações? O coração acelerou um pouco... Peguei o relógio e comecei a contar. As dores vinham fraquinhas a cada 5 ou 6 minutos. Vinham das costas pra frente, como se fosse uma cólica mesmo... Depois de uma meia hora começou a apertar um pouco, então decidi que era hora de acordar o marido e pedir para ele conferir a contagem dos intervalos para mim. Eu sempre o avisava de que ele somente seria acordado por mim durante a madrugada quando fosse papo sério. Ele contou e o intervalo das dores e era de 5 minutos em média. Contamos a duração da contração e elas estavam com 1 minuto a 1 minuto e meio de duração. Fiquei muito feliz e disse: Levanta e vamos pro hospital já !
Inventei de tomar banho de novo, afinal as malas estavam todas arrumadas sei lá desde quando e não tinha muito o que fazer naquela hora. E foi no meio do banho, com condicionador no cabelo que veio a primeira contração que me disse: "Querida... vai logo, você está tendo um bebê!" Achei que não conseguiria acabar o banho, mas mal sabia eu que elas ainda estava fracas. Á partir desse momento comecei a fazer as coisas somente nos intervalos das contrações. Me vestia um pouco, parava para respirar, penteava o cabelo um pouco, parava para respirar, coordenava o marido com as bugigangas que levaríamos para hospital, parava para respirar e assim foi....
Toda aquela tralha em cima da mesa, o marido andando pra lá e pra cá tentando parecer o ser humano mais calmo do mundo e eu lembrando de tudo o que deveria ser levado conosco para o hospital em meio às dores de uma parturiente totalmente sem experiência.
Tudo pronto ? Vamos tirar a última foto ao lado da árvore de natal, com aquele imenso barrigão, claro que isso no intervalo das contrações. Ah, o marido teve a brilhante ideia de filmar nossa aventura. Na hora confesso que só achava a ideia boa quando não tinha dores, do contrário eu tinha vontade de jogar a filmadora pela janela. Mas hoje é o registro mais legal que temos desse dia !!! Realmente a ideia do meu marido foi brilhante como sempre !!!
E toca descer elevador filmando, toca esquecer a porta de casa aberta, toca esquecer lembrancinha em casa e voltar pra pegar, toca ligar pros pais (logo mais avós) e mandar mensagem pras amigas avisando que estava indo para o hospital naquela hora, toca ligar pra médica. Isso às 04:30 da matina.
Uma dica importante para você, gravidinha prestes a se tornar parturiente: Você vai ficar na maternidade no máximo 3 dias, então não precisa levar tantas bagagens como se fosse passar um mês em Londres, ok ? A medida para você saber se exagerou um pouco é quando seu marido, que já vai ter que dirigir apavorado, não consegue ver o vidro traseiro por causa de tanta bugiganga que você inventou de socar no porta malas. Então,reduza a quantidade de "malinhas necessárias".
Trânsito e mais trânsito, numa segunda feira de dezembro de madrugada, dá pra acreditar ? E eu, totalmente inexperiente no assunto, comecei a descontrolar a respiração conforme as dores apertavam pois fui ficando desesperada... Perdi totalmente o controle do negócio. A cada contração eu ouvia meus ossos pélvicos estralarem fazendo "creck, creck, creck" e a sensação de que minha coluna e minha bacia se abriam um pouco mais a cada 2 minutos. Por isso a minha dica mais preciosa para você gravidinha prestes a se tornar parturiente: Não se desespere !! Controle a sua respiração mais do que tudo !!! Essa é a sua prioridade !!!
E vivi aqueles momentos sempre naquele super esquema de Sem dores = pessoa simpática, alegre, fofinha e fantástica. Com dores = pessoa que fura faróis, se contorce, dá grunhido horríveis no carro e acha que o bebê vai nascer no banco da frente. Isso o caminho todo com intervalos de 2 minutos até chegar no hospital.
Chegando lá, eu morrendo de dores, parecia uma eternidade. Estava tentando ser forte para não pedir analgesia, pois idealizei meu parto assim e apesar das contrações tudo estava acontecendo como eu desejara e eu chorava de felicidade ao pensar nisso. Às 7 da manhã, em meio aos cardiotocos (pra que fazer exame nessa hora meu Deus?? Já não bastava toda minha dilatação e todas as minhas dores ???) eu já tinha 8 centímetros de dilatação, me colocaram na banheira para aguardar a médica chegar, e junto com o meu marido uma enfermeira fantástica ficou me fazendo companhia. Pessoa doce, calma e confiante perfeita para esse trabalho, ficou me ajudando a respirar corretamente e relaxar até a médica chegar, que foi super rápida por sinal. Pena não ter alguém assim para acalentar os papais... Mas esse momento na banheira, com a luz fraca, água quentinha com jatinhos de hidromassagem batendo nas costas e na barriga, respirando profunda e corretamente, em perfeita paz... foi impagável... maravilhoso...
Continua...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Minha Gestação II
Deixa eu contar aqui um dos episódio da tal incontinência urinária que acomete muitas grávidas de hiper barrigão como fui eu !!!
Eu já estava muito desesperada porque meu bebê parecia não nascer nuuuunca !!!
Minha amiga Mari, ganhou a sua Isabela exatamente 15 dias antes que eu ganhasse o meu Luís Gabriel. Óbvio que eu não sabia que estava tão perto. Estávamos as duas bem barrigudinhas e naquele domingo que a bolsa dela estourou, fomos todos para o hospital esperar a princesinha chegar. Ficamos muitas horas lá, não me lembro quantas, e toda aquela espera e ansiedade foi fazendo todo o meu corpo doer e doer.
E quando pudemos ver a bebezinha ali, do lado de fora da barriga, sendo que momentos antes seu rostinho só fazia parte de nossa imaginação, a emoção tomou conta pois era um nenê muito esperado por todos ! A idade gestacional de nossos bebês tinha poucos dias diferença então vivemos toda essa montanha russa da gestação juntas ! Meu coração transbordou de felicidade e ansiedade quando a Isa chegou !!
Aí comecei com aquelas neuras e exageros bem típicos da minha persona... Que só o meu bebê que não nascia nunca, que eu ia ter que agendar a cesárea porque ele não dava sinal de querer sair, que devia ter alguma coisa errada, que minha pele ia estourar se a barriga crescesse um pouco mais, que eu ia passar o natal parindo (olha que sublime!) .... E aí foram dores e sensações de bolsa estourando nesses quinzes dias.
Meu bebê nasceu em uma madrugada de domingo para segunda feira. Exatamente na quinta feira que antecedeu essa data, visitei minha médica, a Dra Jany com a certeza plena de que eu estava com a bolsa rompida. Porém nada mais era do que a danada da incontinência urinária que acomete as grávidas de hiper barrigão !!! E a médica me garantiu que eu poderia ficar bem tranquilinha pois ali não havia sinal nenhum de nenê querendo aparecer.
Naqueles dias estávamos completando 39 semanas de gestação !!! Eu estava entrando em desespero pois não queria agendar uma cirurgia, queria que a natureza avisasse o momento dele chegar, mas estava chegando o natal e eu fiquei realmente preocupada em que ele nascesse nessa data. Eu não queria "queimar" as festas de aniversário e os presentes de aniversário dele por toda a vida (sou xarope, eu sei kkkk... Mas no final das contas é sempre a natureza quem manda) E os dias e horas se passavam e nada.
Fui ao pré natal na quinta, na sexta passei muito mal de dores diversas pelo corpo e meu pé inchou muito. Igual ao pão sovado tamanho família que eu citei no Minha Gestação I. Passei o dia todo deitadinha dormindo muito. O sábado foi um dia tranquilo e no domingo o negócio piorou de vez !!!
O pé, parecia um pé de elefante gordo. Eu, de sandália crock sem palmilhas, pois era o único calçado que eu estava conseguindo usar, me arrastava com todo aquele peso gigante !!
Fomos almoçar na casa dos meus pais e nesse dia já avisei: "Desmarquem os compromissos para semana que vem, agendem folgas no trabalho pois provavelmente faremos a cesárea do Luís Gabriel no próximo domingo porque está vencendo o prazinho dele aqui dentro"
Como estava tudo programado e eu adoro coisas programadas e controladas, combinei com o marido que iríamos fazer compra depois desse almoço de domingo para deixar a casa abastecida para os dias que nos aguardavam e lá fomos nós para o mercado.
Que arrependimento !! Óbvio que eu não consegui andar 10 minutos sem chorar de tanta vontade de desmaiar ali mesmo de puro cansaço. Que arrependimento !! Colocamos no carrinho o básico e fomos pra fila do caixa, que era preferencial, jóia !!!
Mas a danada da incontinência urinária que acomete as grávidas de hiper barrigão estava lá pra me judiar. E isso é uma coisa realmente engraçada pois num segundo você está feliz rindo de alguma piada e no segundo seguinte você é a piada.
E foi bem assim, estava eu resmungando alguma coisa sem a menor importância pro meu marido quando de repente... ferrou !!! Rapidamente olhei pra baixo para ver se ia formar uma pocinha mesmo e bolei um plano: Se formasse a pocinha eu ia começar a gritar "a bolsa estourou! a bolsa estourou!" enquanto fingiria um anúncio de desmaio de dor. Assim eu passaria menos vergonha. Aaaaindaaa beeeeem que eu consegui andar com passinhos bem apertados até o banheiro pouco higiênico do mercado. Passei pelo tumulto de pessoas que estavam vendo uma luta ao vivo entre dois clientes que já estava com seus rostos em sangue (e eu perdi essa por causa do xixi) e liberei a bexiga do pouquinho de xixizinho que restava ali.
Cheguei em casa, tomei banho e fui dormir muito cansada e pensando que passaria mais uma semana nesse sufoco, pelo menos, antes de conhecer o meu bebezote. E quem aguentaria mais uma semana daquele terror todo ??.
Ledo engano, pois nesse dia, ou melhor, nessa madrugada não teve alarme falso não. As compras ficaram jogadas no meio da cozinha, eu tirei a última foto de hiper barrigão ao lado da árvore de natal e fui dolorida porém feliz receber o bagunçador da minha vida !!! Fui feliz, feliz, feliz ! Esqueci o inchaço, esqueci os xixizinhos pela roupa, esqueci o cansaço e aproveitei cada segundinho de dor e contração e do momento de parir mesmo como sendo a coisa mais deliciosa da minha vida !!!
Eu sei, eu sou xarope.....
Mas xarope ou não, ganhei meu bebê, com os alarmes mais verdadeiros que uma grávida pode ter !!
E feliiiiiiz !!
Marcadores:
ansiedade,
cesarea,
gestação,
parto normal
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Amamentando com dentinhos ? E agora ?
Sou muito fã de amamentação. Muito mesmo. Incentivo e defendo o quanto precisar seja lá pra quem for. E gosto muito da idéia da amamentação pelo menos até os dois anos de idade. Porém também acho que se o bebê ou a mamãe não estiverem confortáveis para prolongar que devem fazer o desmame quando se sentirem bem.
É cientificamente comprovado que a composição do leite materno sofre alteração de acordo com a idade do bebê a fim de atender as necessidades nutricionais e ainda que até os dois anos a criança continua recebendo imunidade através dos anticorpos transmitidos pelo leite. Fora os benefícios emocionais que a amamentação prolongada de forma saudável pode trazer para a criança e para a mãe.
Tive um bom preparo para a amamentação. Minha médica orientou bons exercícios antes do parto e no hospital a orientação foi muito boa também. Nunca deixei o bebê fazer pega errada. Sempre que ele fazia biquinho de canudinho, podia até chorar, mas eu fazia com que ele pegasse novamente para que eu não ficasse machucada e ele pudesse sugar de forma eficaz. Assim tive a sorte de nunca ter me machucado e sempre fui muito feliz com a amamentação.
Meu sofrimento veio depois. Sim, beeeem depois... Com seis meses e dezenove dias avistei, com muitos gritos de alegria, o primeiro dentinho. Que coisiquinha mais fofinha de dentinho !! Uma graça !
Coincidentemente, uns dizem que é pela coceira nas gengivas, meu pequeno aprendeu a morder com seus novos dentinhos. E adivinhem qual era a hora preferida dele para morder ? A hora da amamentação, claro !
Começou a se tornar insuportável. Quem já viu os dentinhos quando nascem sabe como é: eles saem parecendo uma serrinha das boas. E os bebês são muito indefesos mas têm muita força na boca.
Cada vez que eu tinha que amamentar meu pequeno me sentia indo para a cova dos leões, pois eu estava sangrando, dolorida, sensível e aterrorizada com a idéia de que poderia levar outra dentada a qualquer momento. Cheguei a comprar um protetor para seio de silicone mas de nada adiantou pois a serrinha cortou o protetor na dentada...
E buscando no maravilhoso mundo da internet, me senti priviliegiada pois achei uma pesquisa que diz que apenas 15% dos bebês mordem na hora da amamentação (que sorte a minha, viu ?), achei um outro site dizendo que é impossível o bebê morder enquanto mama e que isso é invenção. (ok, até entendo que ele dá uma paradinha de mamar pra me morder, mas que isso existe moço.. aaah... existe sim !). Algumas das dicas eram pra falar não firmemente olhando nos olhos da crianças ( o meu ria e achava muito legal), outra dica é dar um grito de terror na hora da mordida (confesso que da primeira vez ele tomou um mini sustinho mas das vezes seguintes também achou graça e a mordida vinha pior), outra dica é fazer cócegas pra ele abrir a boca pra rir e soltar você (o meu ao contrário, apertava mais a boca achando engraçado).
Todas essas tentativas não deram certo pra mim. Em cada uma delas eu vertia lágrimas e sangue temperados com desespero e angústia de saber aonde aquilo ia parar pois eu não estava disposta a interromper a amamentação prematuramente. Meus protetores para o seio viviam com sangue, eu vivia cortada e muito dolorida e aterrorizada. Para o bebê foi um período ótimo pois ele deve ter pensado que a mamãe aprendeu a fazer novas micagens na hora da comida e achava muita graça.
E o que me dava mais desespero era o desespero dele. Pois eu enrolava muito sempre postergando a hora de amamentar, por causa do meu terror, claro. Só que, quanto mais eu postergava mais ele ficava desesperado de fome ou simplesmente de vontade de mamar e minha consciência prefere acreditar nessa segunda opção. E quando eu pegava ele no colo ele já vinha desesperadinho com a boquinha aberta e para mim os dentinhos reluziam como um punhal ao sol.
E assim foram dias e dias de conflito mamãe x dentinhos do bebê. Até que achei uma dica no maravilhoso mundo da internet que deu certo comigo. E foi muito simples. Depois que fiz umas três ou quatro vezes ele nem tentou morder mais e eu fiquei feliz da vida. Veja só: todas as vezes que ia amamentar meu bebê fazia com que ele abocanhasse o seio além do normal, ficando assim com a boquinha mais aberta, mais cheia, podemos dizer. Desta forma ele não conseguia morder e em nada atrapalhava a sucção que é feita principalmente com o apoio da língua e não do abrir e fechar dos dentes. E ficava bem atenta para os momentos em que eu notasse que ele fazia uma pausa pra assim tirar a boca dele rapidamente e não ficar dando sopa.
Durante a madrugada ele ainda tentou dar suas mordidas algumas vezes e até hoje tenho um pouco de receio quando vou amamentar nesse horário. Mas ele se comporta muito bem !
Hoje ele só morde quando quer me sacanear... É isso mesmo. Como de um lado temos um bebê que está crescendo e ficando esperto a cada dia e de outro uma mãe que sempre acha que o filho não comeu ou não mamou o suficiente e às vezes tenta dar uma complementadinha no mamá mesmo sem o bebê querer, aí ele entra em ação. Ele abre a boquinha como se fosse mamar eu fico toda feliz aí ele dá uma mordidinha mais fraca e se inclina pra trás rindo e olhando para mim como quem diz: eu não te avisei que não queria mais ?
Pra maioria das coisas dá-se um jeito na vida e graças a Deus essa foi uma delas ! Desejo boa sorte se você tiver por aí uma boquinha de serrote ao seu alcance !
É cientificamente comprovado que a composição do leite materno sofre alteração de acordo com a idade do bebê a fim de atender as necessidades nutricionais e ainda que até os dois anos a criança continua recebendo imunidade através dos anticorpos transmitidos pelo leite. Fora os benefícios emocionais que a amamentação prolongada de forma saudável pode trazer para a criança e para a mãe.
Tive um bom preparo para a amamentação. Minha médica orientou bons exercícios antes do parto e no hospital a orientação foi muito boa também. Nunca deixei o bebê fazer pega errada. Sempre que ele fazia biquinho de canudinho, podia até chorar, mas eu fazia com que ele pegasse novamente para que eu não ficasse machucada e ele pudesse sugar de forma eficaz. Assim tive a sorte de nunca ter me machucado e sempre fui muito feliz com a amamentação.
Meu sofrimento veio depois. Sim, beeeem depois... Com seis meses e dezenove dias avistei, com muitos gritos de alegria, o primeiro dentinho. Que coisiquinha mais fofinha de dentinho !! Uma graça !
Coincidentemente, uns dizem que é pela coceira nas gengivas, meu pequeno aprendeu a morder com seus novos dentinhos. E adivinhem qual era a hora preferida dele para morder ? A hora da amamentação, claro !
Começou a se tornar insuportável. Quem já viu os dentinhos quando nascem sabe como é: eles saem parecendo uma serrinha das boas. E os bebês são muito indefesos mas têm muita força na boca.
Cada vez que eu tinha que amamentar meu pequeno me sentia indo para a cova dos leões, pois eu estava sangrando, dolorida, sensível e aterrorizada com a idéia de que poderia levar outra dentada a qualquer momento. Cheguei a comprar um protetor para seio de silicone mas de nada adiantou pois a serrinha cortou o protetor na dentada...
E buscando no maravilhoso mundo da internet, me senti priviliegiada pois achei uma pesquisa que diz que apenas 15% dos bebês mordem na hora da amamentação (que sorte a minha, viu ?), achei um outro site dizendo que é impossível o bebê morder enquanto mama e que isso é invenção. (ok, até entendo que ele dá uma paradinha de mamar pra me morder, mas que isso existe moço.. aaah... existe sim !). Algumas das dicas eram pra falar não firmemente olhando nos olhos da crianças ( o meu ria e achava muito legal), outra dica é dar um grito de terror na hora da mordida (confesso que da primeira vez ele tomou um mini sustinho mas das vezes seguintes também achou graça e a mordida vinha pior), outra dica é fazer cócegas pra ele abrir a boca pra rir e soltar você (o meu ao contrário, apertava mais a boca achando engraçado).
Todas essas tentativas não deram certo pra mim. Em cada uma delas eu vertia lágrimas e sangue temperados com desespero e angústia de saber aonde aquilo ia parar pois eu não estava disposta a interromper a amamentação prematuramente. Meus protetores para o seio viviam com sangue, eu vivia cortada e muito dolorida e aterrorizada. Para o bebê foi um período ótimo pois ele deve ter pensado que a mamãe aprendeu a fazer novas micagens na hora da comida e achava muita graça.
E o que me dava mais desespero era o desespero dele. Pois eu enrolava muito sempre postergando a hora de amamentar, por causa do meu terror, claro. Só que, quanto mais eu postergava mais ele ficava desesperado de fome ou simplesmente de vontade de mamar e minha consciência prefere acreditar nessa segunda opção. E quando eu pegava ele no colo ele já vinha desesperadinho com a boquinha aberta e para mim os dentinhos reluziam como um punhal ao sol.
E assim foram dias e dias de conflito mamãe x dentinhos do bebê. Até que achei uma dica no maravilhoso mundo da internet que deu certo comigo. E foi muito simples. Depois que fiz umas três ou quatro vezes ele nem tentou morder mais e eu fiquei feliz da vida. Veja só: todas as vezes que ia amamentar meu bebê fazia com que ele abocanhasse o seio além do normal, ficando assim com a boquinha mais aberta, mais cheia, podemos dizer. Desta forma ele não conseguia morder e em nada atrapalhava a sucção que é feita principalmente com o apoio da língua e não do abrir e fechar dos dentes. E ficava bem atenta para os momentos em que eu notasse que ele fazia uma pausa pra assim tirar a boca dele rapidamente e não ficar dando sopa.
Durante a madrugada ele ainda tentou dar suas mordidas algumas vezes e até hoje tenho um pouco de receio quando vou amamentar nesse horário. Mas ele se comporta muito bem !
Hoje ele só morde quando quer me sacanear... É isso mesmo. Como de um lado temos um bebê que está crescendo e ficando esperto a cada dia e de outro uma mãe que sempre acha que o filho não comeu ou não mamou o suficiente e às vezes tenta dar uma complementadinha no mamá mesmo sem o bebê querer, aí ele entra em ação. Ele abre a boquinha como se fosse mamar eu fico toda feliz aí ele dá uma mordidinha mais fraca e se inclina pra trás rindo e olhando para mim como quem diz: eu não te avisei que não queria mais ?
Pra maioria das coisas dá-se um jeito na vida e graças a Deus essa foi uma delas ! Desejo boa sorte se você tiver por aí uma boquinha de serrote ao seu alcance !
Marcadores:
amamentação,
Attachment Parent,
cama compartilhada
Assinar:
Postagens (Atom)

